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Perguntas e Respostas

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Infectologia Pediátrica

  • Enviada em 16/11/2008 Enviada por geralda guaniara amaral da cunha de mateus leme/MG

    DRA HELIANE ,ATENDI EM UNIDADE DE POSTO SAUDE ESTA SEMANA ,UM LACTENTE DE 40 DIAS COM A SEGUINTE HISTORIA: MAE COM VDRL POSITIVO EM MARCO E MAIO DESTE ANO , REALIZADO TRATAMENTO COM PEN.BENZATINA 2.400.000 DOSE UNICA NO QUINTO MES DE GESTACAO , SEGUNDO A MAE NAO REALIZADOS OUTROS EXAMES ATE O NASCIMENTO DA CRIANCA EM OUTUBRO,QUANDO REALIZADO VDRL POSITIVO NO BEBE E TESTE IGM TREPONEMA NEGATIVO TAMBEM DA CRIANCA E NO MESMO DIA COLETADO VDRL DA MAE SENDO ESTE POSITIVO.O PAI NAO REALIZOU NENHUM EXAME E NEM TRATAMENTO. O BEBE ATE O MOMENTO NAO RECEBEU NENHUM TRATAMENTO ,AO EXAME CLINICO NAO APRESENTA ATE O MOMENTO NENHUMA ALTERACAO .GOSTARIA DA SUA VALIOSA ORIENTACAO A RESPEITO DESTE CASO PARA BEM CONDUZIR. FAZER MAIS EXAMES DA CRIANCA OU SO ACOMPANHAR?COMO INTERPRETAR O VDRL POSITIVO COM O IGM NEGATIVO DO BEBE?A MAE ESTAR POSITIVA PARA O VDRL APOS O NASCIMENTO É SINAL DE NAO TRATAMENTO CORRETO OU REINFECCAO JÁ QUE O MARIDO NAO FOI TRATADO? NO CASO DEVE IMEDIATAMENTE ENTRAR COM TRATAMENTO PARA O LACTENTE? AGUARDO AS ORIENTACOES PARA CONDUZIR CASO CORRETAMENTE.MUITO OBRIGADA

    A Coordenação da Infectologia não se encontra mais com a Dra. Heliane.Favor comunicar-se com a Sociedade Mineira de Pediatria para ver o novo Coordenador da Infectologia

  • Enviada em 02/09/2008 Enviada por geralda guaniara amaral da cunha de mateus leme/MG

    BOA TARDE,DRA HELIANE, QUANDO HÁ INDICAÇAO DE TRATAMENTO PARA LEISHMANIOSE EM CRIANCA.QUALO VALOR ACIMA DO QUAL TEM INDICACAO TTO? E SE PACIENTE ASSINTOMATICO? RECEBI UM PACIENTE EM PS COM RELATO DE TER SIDO REALIZADO EXAMES ,POIS MORAVA EM UMA CIDADE DE MG ,ONDE ESTAVA TENDO EPIDEMIA.SEGUNDO A MAE O RESULTADO DEU ALTERADO.AINDA NAO VI O MESMO.SE NECESSARIO O TRATAMENTO COM GLUCANTIME PODE SER FEITO DOMICILIAR?TANTOS EFEITOS COLATERAIS..............

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  • Enviada em 26/08/2008 Enviada por geralda guaniara amaral da cunha de mateus leme/MG

    BOA NOITE,DRA HELIANEGOSTARIA DE SABER ACIMA DE QUAL VALOR DA SOROLOGIA E DEVEMOS TRATAR UM PACIENTE PRA LEISHIMANIOSE ? RECEBI UM PACIENTE VINDO DE OUTRA CIDADE COM O RELATO DE TER SIDO REALIZADO EXAME PARA LEISHIMANIOSE E QUE SEGUNDO A MAE O RESULTADO DEU ALTERADO,FOI REALIZADO O EXAME POIS O PC ESTAVA INTERNADO PARA TTO PMN E A CIDADE ESTAVA APRESENTANDO VARIOS CASOS .PACIENTE ASSINTOMATICO,SEM VISCEROMEGALIAS. AINDA NAO SEI O RESULTADO , MAS COMO NUNCA TIVE UM CASO ANTERIORMENTE , ESTOU PROCURANDO AJUDA. NAO SEI ,SE TIVER QUE TRATAR , POSSO USAR O GLUCANTIME TRATAMENTO DOMICILIAR.QUAL A DURACAO E DOSE?FIQUEI PREOCUPADA COM OS EFEITOS COLATERAIS.

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  • Enviada em 11/07/2008 Enviada por Leda Lucia Moraes Ferreira de Salvador/BA

    Dra. ElianeSou infectologista pediátrica e tenho uma dúvida em relação a um caso que estou acompanhando. Criança de 12anos com diagnóstico clínico de LESJ e quadro clinico e laboratorial sugestivos de hepatite aguda ( em investigação para hepatite auto-imune e afastado hepatite por vírus hepatotrópicos:A,B, C, etc). Mas veio sorologia ( IgM+) para CMV , na qual, fiquei na dúvida se é falso+ , já que tem quadro reumatológico(FR +) ou quadro real de hepatite por CMV. Minha dúvida é se teria indicação de tratar com ganciclovir já que ela se tornará uma futura imunossuprimida (fará pulsoterapia), risco maior de disseminar o vírus, mas , ao mesmo tempo, sabemos dos efeitos adversos da droga e tempo de tratarmento ainda incerto. O que fazer? as transaminases ainda permanecem elevadas.

    A Coordenação da Infectologia não se encontra mais com a Dra. Heliane.Favor comunicar-se com a Sociedade Mineira de Pediatria para ver o novo Coordenador da Infectologia

  • Enviada em 07/06/2008 Enviada por Alessandra Affonso de BH/MG Profissão: médica

    Dra. Heliane, tenho um paciente saudável ,de 4 anos de idade ,que já apresentou neste ano de 2008, 5 episódios de infecção viral de vias aéreas superiores (febre,tosse, obstrução nasal),evoluindo com sinusite bacteriana somente 1 vez.Está na escola desde 3 anos de idade.Antes da escola apresentava quadros virais menos freqüentes.Posso atribuir esta maior freqüência à escola? Há necessidade de investigação? Grata, Alessandra Alves

    Boa tarde. Existem mais de 200 sorotipos diferentes de agentes virais causadores de IVAS e sabidamente a frequência de creches , escolas , etc contribui para o aumento de sua ocorrência, não constituindo ,em sua paciente, no momento, indício de alteração de imunidade.Sugiro verificar a possibilidade de se tratar de quadro alérgico, lembrando a baixa acurácia do exame radiológico para o diagnóstico de sinusite.Atenciosamente, Heliane Freire

  • Enviada em 03/06/2008 Enviada por geralda guaniara amaral da cunha de mateus leme/MG Profissão: médica

    UM TIO COM HISTORIA DE DIAGNOSTICO RECENTE DE TBC,TEM CONTATO COM VÁRIAS CRIANCAS QUE MORAM PERTO DE SUA CASA,CONTATO FREQUENTE. AS CRIANCAS DEVERÃO FAZER APENAS O RX DE TÓRAX E PPD ? SE APENAS PPD MAIOR OU IGUAL A 15 MM DEVERAO RECEBER ISONIAZIDA POR QUANTO TEMPO?REPETIR O PPD PÓS QUIMIOPROFILAXIA?

    Bom dia. O importante é tentar definir cuidadosamente esse contato com o tio pois a indicação de se atuar é nas pessoas cohabitantes de bacilífero. Deve-se sempre verificar a presença de manifestações clínicas associadas a alterações ao Rx, além do teste tuberculínico, para se decidir se há necessidade do tratamento com o esquema tríplice ou apenas indicação de quimioprofilaxia. Quando indicada, a quimioprofilaxia com isoniazida deve ser usada na dosagem de 10mg/kg/dia, dose máxima de 300mg diariamente, durante 6 meses.Não há necessidade de se repetir o teste .Atenciosamente,Heliane Freire

  • Enviada em 03/06/2008 Enviada por geralda guaniara amaral da cunha de mateus leme/MG Profissão: médica

    BOM DIA,A DIRETORA DE UMA CRECHE PROIBIU A ENTRADA DE UMA CRIANÇA POR ESTA TER RECEBIDO A VACINA DE ROTAVIRUS.FIQUEI SURPRESA PORQUE NUNCA TINHA VISTO ESTA RECOMENDAÇAO ,CRIANÇA SAUDÁVEL ASSINTOMATICA.EXISTE ESTA RECOMENDAÇÃO?

    Bom dia.Os estudos que antecederam a liberação das vacinas de rotavírus mostraram ser baixa a eliminação do vírus vacinal em fezes de crianças vacinadas, não sendo indicada nenhuma conduta de isolamento.Atenciosamente,Heliane Freire

  • Enviada em 03/06/2008 Enviada por geralda guaniara amaral da cunha de mateus leme/MG Profissão: médica

    BOM DIA , ATENDI NO POSTO DE SAUDE UM PACIENTE QUE RECEBEU A D;OSE DA VACINA DE FEBRE AMARELA HÁ 9 ANOS ATRÁS,DEVENDO SE REVACINAR EM JULHO DE 2009.A MAE ME QUESTIONA SE HÁ NECESSIDADE DE ANTECIPAR A REVACINACAO POIS IRÃO PARA CALDAS NOVAS AGORA EM JULHO.POIS ESTA ARÉA APRESENTOU CASOS DE FEBRE AMARELA.AGUARDO RESPOSTA .OBRIGADA.

    Bom dia. A recomendaçaõ é ser feita a nova dose ao se completar 10 anos da dose anterior e se residir, ou deslocar, para área de risco.Atenciosamente, Heliane Freire

  • Enviada em 30/05/2008 Enviada por shirlei de fatima dias de belo horizonte/MG

    meu filho recebeu a vacina bcg quando tinha 5 dias de vida agora com 4 anos recebeu um a segunda dosagem e nao ficou a marca e nem ficou inflamado, o que devo fazer repetir a dose é aconselhavel?shirlei- minas gerais

    A vacina BCG é indicada atualmente, pelo Ministério da Saúde, apenas como vacinação no primeiro mês de vida, não sendo mais realizada a 2ª dose ,por esta não oferecer proteção adicional para formas de tuberculose pulmonar.È importante verificar com o médico que acompanha seu filho para que se certificar da ausência de cicatriz vacinal após a primovacinação .Essa pode ser decorrente da inoculação de bacilos mortos e a imunidade é obtida com pelo menos 80% dos bacilos injetados viáveis, fato que é melhor demonstrado com a evoluçaõ da área de inoculação.

  • Enviada em 07/05/2008 Enviada por walkiria lopes de anicuns/GO Profissão: balconista

    POR FAVOR ESTOU PRECISANDO DE UMA AJUDA O MAIS RAPIDO POSSIVEL MEU BEBE DE UM ANO E NOVE MESES VEM RECLAMANDO FORTES DORES NA BOCA DO ESTOMAGO E FEBRE ALTA ELE FICOU INTERNADO NUM HOSPITAL DAKI DA MINHA CIDADE MAS NADA RESOLVEU O MEDICO DESCONFIOU DE UMA PNEUMONIA MAS FOI FEITO UM RAIO X E NADA CONSTOU POR FAVOR ME AJUDEM ESTOU APAVORADA MORO NO INTERIOR DE GOIAS MTO FRACO DE ASSISTENCIAS MEDICAS OBRIGADA PELA ATENÇAO BOA NOITE!!!

    Boa noite. A sintomatologia apresentada por sua criança é bastante inespecífica e necessita avaliação médica para melhor avaliação e orientação do caso.

  • Enviada em 18/04/2008 Enviada por Iracema de manaus/AM

    porque uma pessoa apresenta um exame de vdrl positivo se o ftab-s afirma que ele não tem a doença mas o vdrl sempre acusa?

    O VDRL é um teste não treponêmico enquanto o FTA-ABS trata-se de teste treponêmico,sendo ambos necessários para o diagnóstico presuntivo de sífilis.Qualquer teste não treponêmico positivo deve ser confirmado pelo teste treponêmico específico para excluir falso positivos que podem ser decorrente de certas infecções virais(ex:mononucleose infecciosa,hepatite,varicela,sarampo),linfoma,tuberculose,malária,endocardite,doenças do tecido conjuntivo,gravidez,etc

  • Enviada em 18/04/2008 Enviada por Alessandra Affonso de BH/MG Profissão: médica

    Cara Dra.Heliane, gostaria de informações sobre o uso oral de complexo B, na dengue, como prevenção.Obrigada

    Boa noite:Não há,na literatura consultada,referência à utilidade do uso do complexo B oral atuando como ajuda em afastar o mosquito da dengue.

  • Enviada em 14/04/2008 Enviada por Elizabeth Gill Barbosa de BH/MG Profissão: médica

    É possível o tratamento da sepse neonatal por Vo após um início de tratamento endovenoso?

    Boa noite. Não encontrei, na literatura consultada, embasamento para esta conduta.Atenciosamente,Heliane Freire

  • Enviada em 05/04/2008 Enviada por Edgilsa Adriane Silva de Castro de Formiga/MG Profissão: médica

    Gestante com +- 20 semnas, assintomática, apresentou os seguintes resultados em exames: HBC IgG: reagente; HBC IgM:negativo; Anti-HBE:reagente; Anti-HBS:2,0; Anti-HCV:negativo; HBsAg: reagente e provas de função hepática dentro da nomalidade. O que deve ser feito? Há alguma providência a ser tomada ainda durante a gestação? Mais uma vez, obrigada!

    Boa noite.Segundo Foccacia(Tratado de Hepatites Virais), quando se encontram concomitantemente positivos o HbsAg e o anti-Hbs, no soro de um determinado indivíduo,deve-se pensar em reações falso positivas, na formação de imunocomplexos ou em infecções por diferentes subtipos do HbsAg. Raras vezes o HbsAg e o anti-Hbs podem ser concomitantemente encontrados no soro, pela incapacidade do do anti-Hbs em neutralizar os vírus circulantes. Nestes casos. a pessoa deve ser considerada como portadora do HBV. Quanto ao anti-HBc total(visto que o IgM anti-HBc é negativo no caso relatado), geralmente por toda a vida do indivíduo infectado pelo HBV.

  • Enviada em 23/03/2008 Enviada por tamiris sá

    Olá !!! Tenho muitas dúvidas sobre um tipo de bactéria ACINETOBACTER..Minhas principais dúvidas são em relação a como ocorre a infeção,e qual é o tipo de antibiótico usado no tratamento.. Pois tenho uma sobrinha que esta com essa bactéria,ela tem apenas 3 anos,é esta enternada deste o dia 03/02/08.. Espero que possa me ajudar a esclarecer essas dúvidas.. deste já Obrigada!! Tamiris Sá

    Tamiris: a infecção pelo Acinetobacter é geralmente de aquisição hospitalar,sendo raramente de transmissão na comunidade.É classificada como um cocobacilo,Gram negativo,aeróbico,podendo causar bacteremia,infecção do trato urinário,meningite mas associa-se particularmente a pneumonia em pacientes que fizeram uso de respirador.Tem a capacidade de sobreviver por longo tempo em ambiente hospitalar e resistência a diversos tipos de antibióticos.Sugiro que procure os médicos que atendem sua sobrinha para que possam orientá-la sobre o caso.

  • Enviada em 18/03/2008 Enviada por Edgilsa Adriane Silva de Castro de Formiga/MG

    Mais uma vez, obrigada pela atenção Heliane Freire!Atendi uma criança com 7 anos que foi vacinada contra febre amarela aos 6 meses e não aos 9 meses como preconizado. Devo tomar alguma providência? Deve-se adiantar seu reforço? Obrigada, novamente!!!

    aplicada antes dos 4 meses de idade,podendo ser administrada a partir de 6 meses de idade,com boa proteção.Operacionalmente o Programa Nacional de Imunizações, no Brasil,optou por seu uso a partir dos 9 meses de idade.Atenciosamente,Heliane Freire

  • Enviada em 18/03/2008 Enviada por Edgilsa Adriane Silva de Castro de Formiga/MG

    Obrigada pela resposta e pela rapidez em me responder! Mas ainda tenho uma dúvida: neste caso, não há supuração, mas como definir adenopatia

    Boa tarde.O enfartamento ganglionar-axilar,supra ou infra clavicular-de ocorrência em 10% dos vacinados com BCG,aparecendo em torno da 3ª à 6ª semanas pós-vacinação.O gânglio é homolateral à aplicação da vacina,firme,móvel,frio e indolor.Pode medir até 3cm de diâmetro, não sendo acompanhado de sintomatologia sistêmica.Este gânglio costuma aumentar de tamanho nas primeiras 2 ou 3 semanas,permanecendo depois estacionàrio por tempo variável(em geral de 2 a 3 meses),quando começa a involuir espontânea e lentamente, esm necessidade de tratamento.Raramente o enfartamento ganglionar excede 3cm de diâmetro. Atenciosamente,Heliane Freire

  • Enviada em 17/03/2008 Enviada por Edgilsa Adriane Silva de Castro de Formiga/MG

    Atendi uma criança com um nódulo axilar, que eu suspeito ser uma linfadenopatia reacional à vacina BCG. Como proceder para confirmar diagnóstico e tratamento ou seria melhor encaminhá-la para a UFMG que é serviço referência? Se possível, favor responder mais rápido, pq algumas perguntas têm demorado muito para serem respondidas, e esse serviço é um suporte para nós, pediatras do interior, como apoio de uma conduta correta e atualizada.Obrigada

    Boa tarde. A adenopatia axilar não supurada pode ocorrer durante a evolução normal da lesão vacinal,desaparecendo ,espontâneamente,sem necessidade de tratamento medicamentoso e/ou cirúrgico. Nos casos que evoluem para abscedação e nas adenopatias volumosas, o Ministério da saúde sugere o uso de isoniazida(10 mg/kg/dia) durante o tempo necessário à regressão do processo,geralmente em torno de 45 dias.

  • Enviada em 25/02/2008 Enviada por Desconhecido de Formiga/MG

    Recebi no posto de saude uma mae relatando ter recebido a vacina contra rubeola no primeiro mês de gravidez. Traz a criança de 2 meses de vida ,com exame físico normal até o momento.Como devo proceder? Pedir sorologia da cça? Pedir aval. de especialista

    Como a vacina de rubéola é de vírus vivo atenuado, constitui preocupação a vacinação inadvertida de gestante.Embora nunca tenha sido provado um caso de sindrome de rubéola congênita (SRC) nesse caso, não se podia destacar um risco teórico inferior a 1,6%.Este ano, estudo do Departamento de Genética, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, publicado no Reproductive Toxicology(Minussi et al),avaliou 171 gravidas vacinadas, tendo 10 RN apresentado IGM positivo.NENHUM teve SRC em exames ao nascimento e aos 3 meses,o que constitui importante documentação para o assunto.

  • Enviada em 22/02/2008 Enviada por Edgilsa Adriane Silva de Castro de Formiga/MG

    Atendi uma criança que recebeu a vacina de febre amarela com 6 meses de idade no ano de 2000. Hoje a criança está com 8 anos, ou seja, 7 anos e 4 meses da aplicação da vacina. Pelo fato de ter sido aplicada antes de 9 meses, e pelos casos já registrados da doença, há indicação de fazer o reforço antes dos 10 anos normalmente recomendados?

    Boa tarde.A vacina contra febre amarela não deve ser aplicada antes dos 4 meses de idade,podendo ser administrada a partir de 6 meses de idade,com boa proteção.Operacionalmente o Programa Nacional de Imunizações, no Brasil,optou por seu uso a partir dos 9 meses de idade.Seu paciente deve receber,se for se deslocar para ou residir em área de risco ao completar 10 anos de vacinado

  • Enviada em 18/02/2008 Enviada por cristina mascarenhas ribeiro da cruz de baependi/MG

    Paciente fez vacina DPT , na rede pública, aos 2 meses, sem intercorrências. Aos 4 meses, teve crise convulsiva após a segunda dose. Só foi prosseguir com esse esquema vacinal com 1 ano e 6 meses, fazendo DPT acelular em clínica particular. Como devemos prosseguir com o esquema vacinal? Fazer o reforço aos 5 anos com DPT acelular e depois a DTadulto de 10 em 10 anos ou outro esquema já que ela não fez a dose dos 6 meses de idade? GrataCristina.

    Cristina: Boa tarde.A vacinação em atraso apenas aumenta, no período que não foi administrada, o risco de aquisição do agente infeccioso mas as doses administradas previamente não são "esquecidas" quando da aquisição da imunidade frente a um patógeno.Logo, a vacina poderá ser feita aos 4 anos .Já há no país a tríplice acelular tipo adulto ,que pode ser empregada ,no momento apenas uma vez ,no lugar da dupla adulto aos 10 anos de idade.Atenciosamente,Heliane Freire

  • Enviada em 17/02/2008 Enviada por geralda guaniara amaral da cunha de mateus leme/MG

    Como devo proceder em um caso de um lactente de 2 meses ,tendo o pai diagnostico há 15 dias de tbc pulmonar ,iniciando agora o tto.Devo realizar algum exame no bb,ou acompanhar apenas clinicamente.Qual o real risco de transmissao para a criança?

    Boa tarde. O lactente recebeu BCG? Os recém nascidos contactantes(cohabitantes) de foco tuberculoso ativo devem ,sem vacinação,receber izoniazida por 3 meses e, após esse período,fazer a prova tuberculínica. Se a criança for reatora, manter a quimioprofilaxia por mais 3 meses;se for não reatora,suspender a izoniazida e vacinar com o BCG. Caso o lactente tenha recebido o BCG, realizar minucioso exame clínico,com Rx de tórax e o teste tuberculínico, lembrando-se que dentre as indicações de quimioprofilaxia estão as crianças menores de 15 anos ,sem sinais de tuberculose ativa,contato de bacilíferos ,com resposta tuberculínica igual ou superior a 15mm.

  • Enviada em 15/01/2008 Enviada por Raquel Gomes de Carvalho Pinto de Dores do Indaiá/MG

    Dr. Heliane, bom dia e obrigada por suas preciosas considerações neste site. Até qual idade deverei indicar as vacinações de pneuno 7 e meningo C? Sei que seus benefícios são mais conhecidos para menores de 5a - no caso da 1ª - e menores de 18 - no caso da 2ª. No caso de os pais quererem aplicar a vacina, qual a idade limite recomendada, sem apelo comercial? O mesmo indago quanto à 2ª dose de Varicela prescrita por uma colega pediatra - baseada no calendário americano - para criança de 5a? Obs: meu e-mail mudou para raqdores@gmail.com. Grata, Raquel de Dores do Indaiá

    Raquel: Boa tarde.Quanto à vacina Peumo 7 valente ,o CDC considera que os dados são insuficientes para indicar seu uso de forma universal na faixa etária entre 24 e 59 meses de idade,nos EUA. Creio que devamos levar em consideração este argumento considerando ser inferior,no Brasil, a proteção obtida com esse imunógeno,por não possuir os sorotipos 1 e 5, de importante circulação aqui.Isto se aplica ainda mais para aqueles com idade acima de 5 anos. A conjugada contra o meningococo C teve sua observação, nos estudos introdutórios até os 18 anos de idade. Nos EUA foi desenvolvida vacina conjugada tetra valente(meningococs A,C,W135 e Y),tambem indicada até os 18 anos embora haja avaliação até 55anos(Campbell et al,J.Infec.Dis 186,1848-51,2002) A vacina de varicela teve, classicamente , em crianças sadias, indicação de 1 dose ,sendo empregada 2 doses ,em imunocompetentes,a partir da adolescência e em adultos,além dos imunodeprimidos em quem se pudesse administrá-la.Nos E.U.A.,que adotaram esta vacina de rotina desde 1995,foram observados,a partir de 2004, surtos de varicela em vacinados sadios e, dentre os fatores de risco,identificou-se lactentes sadios vacinados entre 12 a 14 meses de idade.Naquele país considerou-se relevante a redução da circulação do vírus selvagem,com consequente diminuição do efeito booster sobre a resposta de defesa gerada pela vacina.No Brasil, há divergênci de opinião entre os especialistas considerando ser diversanossa situaçaõ epidemiológica :a vacina ainda não é empregada em larga escala,havendo circulação do vírus selvagem e consequente estímulo da imunidade induzida pela vacina não indicando duas doses para crianças sadias.

  • Enviada em 14/01/2008 Enviada por Eliete de Guarujá/SP Profissão: Dona de casa

    Tenho um casal de filhos,9 anos e 14 anos.Gostaria de vacina-los contra a meningite,mais gostaria de saber qual a diferença entre meningite-A C , e a meningite C,gostaria de saber se a vacina q estão dando nos postos de saúde é a meningite C e por quanto tempo as crianças ficam imune a essa doença.Porque fui a uma cliníca particular e fui enformada na mesma q a vacina de meningite A C tem validade de um ano de imunição e a vacina de meningiteC ,são aplicadas um duas doses a segunda depois de trinta dias e a criança fica imune por dez anos ....gostaria de saber então qual é dada nos postos ,pq se não irei vacina-los particular,e qual me recomenda?obrigada pela atenção!!!!

    A vacina contra o meningococo C pode ser do tipo em que se usa um antígeno da cápsula desta bactéria (polissacáride) ou ser do tipo conjugada,em que ao polissacáride se associa uma proteína. A vacina existente contra o meningococo A é apenas a de polissacáride,sendo este tipo de vacina indutor de resposta apenas por um período menor de tempo pois não induzem resposta de memória.Seu emprego é indicado apenas quando da ocorrência de surto de doença por estes agentes.A vacina conjugada contra o meningococo C estimula proteção prolongada contra esta bactèria ,não sendo disponível na rede pública .

  • Enviada em 04/01/2008 Enviada por geralda guaniara amaral da cunha de mateus leme/MG Profissão: Dona de casa

    bom dia , recebi uma criança de 2 meses no posto de saude para controle . Com relato de que no dia do nascimento foram realizados exames na mae ,sendo o vdrl positivo , exames anteriores negativos. Crianca liberada ,nao foram realizados exames no rn. No momento sem alteracoes fisicas evidentes , bom desenvolvimento e crescimento. Neste caso qual será a conduta certa? Pedir o vdrl do lactente e se positivo pedir o Fta-abs para confirmar? Como tratar ? Obs : a mae recebeu pen.procaina 2 doses (sic).Necessario pedir rx dos ossos longos?

    O VDRL é teste não treponémico.Quando positivo durante a gravidez ou na mãe, por ocasião do parto ,deve ser confirmado com teste de anticorpo treponémico (FTA-ABS), pois este último estando negativo confirma o falso positivo do VDRL.Todo RN nascido demãe soropositiva deve ,além de cuidadoso exame,realizar oVDRL quantitativo,sendo o mesmo realizado na mãe para que se possa comparar:se o exame da mãe se elevou 4 vezes, se o do lactente for 4 vezes superior ao título materno. O uso pela mãe de 2 doses de penicilina procaina (a pergunta não menciona quando) é insuficiente,sendo esta uma das indicações para se extender a investigação no lactente, incluindo além do já mencionado VDRL quantitativo,exame do líquor rotina e VDRL ,Rx de ossos longos,hemograma com plaquetas e outros testes que o exame clínico indicar(como Rx tórax,testes de função hepática,etc).Atenciosamente, Heliane Freire

  • Enviada em 21/11/2007 Enviada por lori de Dourados/MS

    Tenho um bebe de o meses. Ele volte e meia está gripado e últimamente deu duas pneumonia viral mal sarou uma ja deu novamente, inclusive quando ele começa a tomar o remédio sai muita secreção pelos olhos. Não consigo entender, a causa disso, porque sempre procuramos cuidar bem dele. Tenho outra filha de 5 anos que nunca teve isso. Gostaria de mais informações a respeito e saber se o fato de ter tido ele cesária e ter tomado duas anestecia porque a primeira não pegou pode ter algum efeito nesse sentido de ele ter sempre esse problema. Quando ele nasceu foi para a emcubadora e ficou umas duas horas lá. E eu também senti muito frio sendo que da minha filha também foi cesária e não senti isso nem ela precisou ir para emcubadora. Aguardo anciosa a resposta.

    Boa tarde.Sua criança(não foi possível verificar a idade) pode estar tendo infecções virais comuns da idade, não havendo relação com o parto por cesariana e nem com a anestesia. O importante é ser acompanhado em seu crescimento e desenvolvimento para se detectar possível fator de risco para uma baixa de imunidade.

  • Enviada em 02/10/2007 Enviada por Clever Borges de neropolis/GO Profissão: mecanico

    bom dia. minha filha tomou a vacina bcg ao nascer mas não cicatrisou com 6 meses tomou a segunda dose. com tempo foi havendo um inchaço no local da vacina e ela ja esta com 1 ano e 4 meses e não sarou ela esta tratando com um infectologista a 3 meses começou a melhorar mas fez exame de sangue e deu problema no figado

    A vacina BCG deve ser reaplicada no 1º ano de vida quando a criança recebeu esta vacina há seis ou mais meses e não apresentou a evolução natural da lesão vacinal com a consequente cicatrização.Como a pergunta se refere a não cicatrização da vacina ao nascimento e , posteriormente ,a criança melhorou , o possível acometimento hepático deve ser avaliado para definição e acompanhamento

  • Enviada em 23/09/2007 Enviada por Paulo Caixeta de Araujo de Patrocínio/MG Profissão: mecanico

    Gentamicina e amicacina podem ser usadas de 24/24 horas em RN com sepse? Ou de 12/12 h?

    Boa tarde.Embora inicialmente os trabalhos sobre o uso dos aminoglicosídeos de 24 em 24 horas tenham sido realizados em crianças fora do período neonatal, estudos posteriormente foram conduzidos neste grupo etário que ,contudo, por apresentar função renal imatura deve ser conduzido de forma mais cuidadosa.Sugiro consultar artigos publicados na revista Pediatric Infectious Disease Journal para melhor compreensão do tema.

  • Enviada em 21/09/2007 Enviada por Telma M. Souza Vieira de corinto/MG Profissão: mecanico

    Tem sido propagados medicamentos fitoterapicos para controle de ivas por virus. Inicialmente disseram que curava em 3 dias as ivas agora dizem que evitam com sucesso as complicacoes. O que ha de verdadeiro nestes produtos?

    As infecções das vias aéreas superiores(IVAS) podem ser causadas por bactérias,em que devem ser empregados antibióticos, ou terem,em sua maioria, etiologia viral, com curso geralmente auto limitado isto é, caracterizam-se por apresentar resolução espontânea.Medicação sintomática é empregada e, em casos restritos indica-se medicação antiviral.

  • Enviada em 23/08/2007 Enviada por Pedro Bernardes de Belo Horizonte/MG Profissão: Estudante

    Primeiramente gostaria de parabenizar pelo site e principalmente por essa sessao de dúvidas, que é fantástica!Criança de 4 meses e 18 dias que recebeu pentavalente, precisa obdecer o intervalo de 15 dias para receber a rotavívus?

    A vacina de rotavírus administrada pela rede pública é uma vacina monovalente, composta de vírus vivo atenuado,contendo cepa de rotavírus de origem humana. A razão de ser preconizado o intervalo entre sua administração e a vacina oral contra a poliomielite deve-se a ser esta última tambem composta por vírus vivos atenuados e poder haver interferência da sorocoversão quando são empregados imunógenos contendo vírus vivo com intervalos curtos entre as doses.

  • Enviada em 20/08/2007 Enviada por Edina Paz de Foz do Iguaçu/PR Profissão: enfermeira

    Gostaria de saber qual problema que pode ocorrer se admnistrar vacina rota virus com menos de 15 dias de intervalo da poliomielite obrigada

    A vacina de rotavírus administrada pela rede pública é uma vacina monovalente, composta de vírus vivo atenuado,contendo cepa de rotavírus de origem humana. A razão de ser preconizado o intervalo entre sua administração e a vacina oral contra a poliomielite deve-se a ser esta última tambem composta por vírus vivos atenuados e poder haver interferência da sorocoversão quando são empregados imunógenos contendo vírus vivo com intervalos curtos entre as doses.

  • Enviada em 30/07/2007 Enviada por Andressa Aparecida de Oliveira de Curitiba/PR

    Prezados Doutores...Minha filha está com 1 ano e 2 meses de idade, com 5 e 7 meses fiz a aplicação das doses da vacina contra meningite C do laboratório Baxter, no qual os mesmos indicam 2 doses sem necessidade de reforço, porém há uma nova informação que há necessidade deste reforço entre 15 e 18 meses pois há estudos que não comprovem a eficácia prolongada pra cças menores de 1 ano...gostaria de saber se realmente é necessário pois já dei a do laboratório baxter para diminuição de custos...e agora? sabemos que o laboratóriio Whyte é obrigatório...procede ou posso ficar tranquila?Muito Obrigada!

    Andressa: Boa noite.A maior experiência com a vacina conjugada contra o meningococo C foi a do Reino Unido que nos anos de 1999-2000 vacinaram a populaçaõ de 2 meses a 17 anos. Em 99 ,iniciaram a vacinação empregando 3 doses naqueles <5 meses; 2 doses entre 5-12 meses e 1 dose entre 1-17 anos,tendo o programa se completado em fins de 2000. Foram empregados 3 produtos: 2 em que a proteína é a toxina diftérica atóxica (CRM 197) do Wyeth e Chiron, e aquele cuja proteína é o toxoide tetânico do Baxter. Segundo avaliação do Comitê Assessor de Imunizações dos EUA,os dados disponíveis são insuficientes para diferenciar a eficácia dos 3 imunógenos O seguimento no Reino Unido deixou comprovado a maior efetividade em lactentes imunizados aos 5-11 meses comparando-se com os vacinados aos 2-4 meses, sugerindo que a idade na qual se administra a dose final possa ser talvez mais importante que a dose booster. A conduta de alguns serviços tem sido indicar o reforço após 1 ano para aqueles que iniciaram a vacinação no 1º semestre de vida,independente do produto empregado.Atenciosamente, Heliane Freire

  • Enviada em 30/07/2007 Enviada por Paulo Caixeta de Araujo de Patrocínio/MG

    Criança de 11 anos recebeu vacina meningococo A e C há 1 ano. Posso administrar meningo conjugada C hoje?

    Paulo: Boa tarde.A vacina administrada há um ano é vacina polissacarídica,com duração limitada de proteção por induzir resposta timo independente,baseada principalmente em anticorpos do tipo IGM,sem indução de memória.Não há contraindicação para a administração da vacina conjugada pois a possibilidade de hiporreponsividade foi descrita associada ao emprego de doses repetidas de vacinas polissacarídicas.Atenciosamente, Heliane Freire

  • Enviada em 30/07/2007 Enviada por Paulo Caixeta de Araujo de Patrocínio/MG

    Para crianças imunocompetentes, maiores de 2 anos, devo indicar vacina:Pneumo conjugada 7 valente ou Pneumo 23? Ou não há indicação de vacina antipneumocócica após os 2 anos?

    Paulo: A vacina 23 valente contra o pneumococo é vacina polissacarídica,com toda a limitação deste tipo de imunógeno:resposta à custa de reação timo independente,com curta duração por ser basicamente decorrente da produçaõ de IGM,não estimulando memória.Seu uso pode associar-se à hiporresponsividade,razão de ser limitada a repetição do número de doses deste imunógeno.A indicação da vacina conjugada 7-valente,para crianças sadias entre 2 a 5 anos ,desde que não tenham empregado previamente esta vacina,é recomendada para aquelas com alto risco de doença pneumocócica grave,como drepanocíticos,naquelas com ausência ou alteração esplênica funcional,HIVou em uso de medicação que altere a função imune,como quimioterápicos ou corticoide ou portadoras de doença crônica pulmonar ou cardíaca.Pode ser considerada para todas as crianças menores de 5 anos com maior risco de contrair doença grave pelo pneumococo,como os menores de 3 anos.Atenciosamente, Heliane Freire

  • Enviada em 29/07/2007 Enviada por Desconhecido de Patrocínio/MG

    Pergunta: Adolescentes de 15 e 12 anos foram vacinados contra varicela com 1 ano de idade. Devo revaciná-los? É recomendado um reforço? Há contra-indicação em fazer uma dose de reforço (ou é desnecessário) nestes adolescentes

    As crianças vacinadas com 1 ano de idade contra varicela classicamente ,se sadias,recebem apenas 1 dose da vacina.Duas doses são rotineiramente indicadas,em imunocompetentes,a partir da adolescência e em adultos e em imunodeprimidos que possam recebe-la.Nos Estados Unidos,que desde 1995 empregam esta vacina na rotina,foram descritos surtos de varicela em imunizados,sendo atribuido à redução da circulação do vírus selvagem esta redução do efeito booster na proteção gerada pela vacinados e, no ano passado,passaram a indicar 2 doses para crianças sadias.Dentre alguns fatores contribuintes para a ocorrência da doença em lactentes sadios vacinados identificou-se aqueles que haviam recebido vacina com 12 a 14 meses de idade.A SBP não considera que no Brasil haja situação epidemiológiga que indique o uso rotineiro de 2 doses em menores de 12 anos sadios.

  • Enviada em 28/07/2007 Enviada por Paulo Caixeta de Araujo de Patrocínio/MG

    Adolescentes de 15 e 12 anos foram vacinados contra varicela com 1 ano de idade. Devo revaciná-los? É recomendado um reforço? Há contra-indicação em fazer uma dose de reforço (ou é desnecessário) nestes adolescentes?

    Dr.Paulo: Classicamente para criança sadia a indicação era de 1 dose da vacina contra varicela,sendo empregada 2 doses ,em imunocompetentes,a partir da adolescência e em adultos,além dos imunodeprimidos em quem se pudesse administrá-la.Nos E.U.A.,que adotaram esta vacina de rotina desde 1995,foram observados surtos de varicela em vacinados sadios e, dentre os fatores de risco,identificou-se lactentes sadios vacinados entre 12 a 14 meses de idade.Naquele país considerou-se relevante a redução da circulação do vírus selvagem,com consequente diminuição do efeito booster sobre a resposta de defesa gerada pela vacina.No Brasil, a SBP ,considera ser diversa a situaçaõ epidemiológica,não indicando duas doses para crianças sadias.

  • Enviada em 14/06/2007 Enviada por Renata

    Estou preocupada, minha filha tem 11 meses e por não ter ficado nenhuma marquinha da BCG foi recomendado que ela tomasse outra vez, depois de ter reaplicado, li que era perigoso caso tenha dado efeito na primeira vez.Gostaria de saber o que pode ocorrer se a vacina fez efeito na primeira vez, mas mesmo assim ela tomou pela segunda?

    Renata: Bom dia.O fato da vacina BCG não ter deixado cicatriz no local de aplicação não é comum,podendo entretanto ocorrer.A administração de outra dose não se associa a reação mais grave,sendo indicada apenas mais uma administração em lactentes que fazem o teste tuberculínico após a vacina e não se observa reação .

  • Enviada em 24/04/2007 Enviada por Camila

    Não sei se aqui esclarescerei a minha duvida; mas gostaria de saber se toda vez que a criança toma antibióticos, depois ela precisa de algum polivitamínico?

    Camila: As vacinas servem de estímulo para o organismo formar defesa previamente ao contato com agentes naturais. Podem ser constituidas por organismos vivos ou inativadas.Não há necessidade de sua administração ser acompanhada do uso de polivitamínicos.Atenciosamente, Heliane Freire

  • Enviada em 13/04/2007 Enviada por Edgilsa Adriane Silva de Castro de Formiga/MG Profissão: Pediatra

    Estou vendo algumas controversias na indicação da vacina pneumococcica 7-valente para crianças acima de 1 ano. Qual seria a indicação correta baseada na literatura científica?

    Edgilsa: Boa noite.A indicação da vacina conjugada 7-valente,para crianças sadias entre 2 a 5 anos ,desde que não tenham empregado previamente esta vacina,é recomendada para aquelas com alto risco de doença pneumocócica grave,como drepanocíticos,naquelas com ausência ou alteração esplênica funcional,HIVou em uso de medicação que altere a função imune,como quimioterápicos ou corticoide ou portadoras de doença crônica pulmonar ou cardíaca.Pode ser considerada para todas as crianças menores de 5 anos com maior risco de contrair doença grave pelo pneumococo,como os menores de 3 anos.Atenciosamente, Heliane Freire

  • Enviada em 13/04/2007 Enviada por Edgilsa Adriane Silva de Castro de Formiga/MG Profissão: Pediatra

    Está sendo indicada, para algumas regiões, um reforço da MMR, um mes após a primeira aplicação? Quais regiões seriam essas? Quando uma criança é revacinada pela BCG, devido a ausência de pega, e essa segunda dose também não provoca cicatriz vacinal, o quê fazer?

    Edgilsa: Bom dia.O reforço da vacina tríplice viral é indicado pois a falha de soroconversão para o componente do sarampo,de 4 a 6%,com a 2ª dose reduz para 1%.Não tem de ser feita co intervalo 1 mes ,podendo ser feita entre 4 e 6 anos de idade. Quanto ao BCG, informar se a vacina não pegou pois não houve cicatriz vacinal ou não se formou reação ao teste tuberculínico.A estirpe Moreau,empregada na vacina,é menos alergizante do que as outras mas deve-se lembrar que o teste mede hipersensibilidade,náo determina a imunidade.Ambos são fenômenos diferentes,mediados por citocinas diferentes.Algumas crianças apresentam comportamento especial quando vacinadas com o BCG,algumas apresentando lesão vacinal normal e não positivando o teste(que mede a alergia às tuberculoproteínas ),enquanto outras não têm lesão vacinal nem positividade do teste. Se o paciente já recebeu 2 doses do BCG que,se adequadamente conservadas e administradas,não necessitam de outra dose adicional.

  • Enviada em 01/04/2007 Enviada por Paulo Caixeta de Araujo de Patrocínio/MG Profissão: Pediatra

    No mercado não estamos encontrando preparação infantil da vacina contra gripe.- Pode ser feita a dose de adulto na criança?- Ou devemos aplicar a metade da dose de adulto? Podemos aplicar a metade que sobra em outra criança?. Para uma criança maior de 2 anos deve ser indicado a vacina Prevenar ou Pneumo 23? Ou nehuma, se a criança é imunocompetente?

    Paulo: Todas as vacinas inativadas contra influenza são produzidas de acordo com normatização da OMS,com as mesmas cepas recomendadas para o ano e todas contendo 15 microgramas de cada cepa por dose.Logo persiste a indicação clássica da administração de 0,25 ml para crianças de 6-35 meses e 0,5 ml para aquelas entre 3-8 anos.Atenciosamente, Heliane Freire

  • Enviada em 06/03/2007 Enviada por vania nunes viotti parreira de belo horizonte/MG Profissão: Pediatra

    Qual a conduta atual preconizada pela SBP em relação a vacinação de rotina contra influenza para crianças de 6 meses a 4 anos de idade, claro que para pacientes de consultório que podem pagar pela vacina?Devemos fazer um reforço de vacina contra meningococo C conjugada após 1 ano nas criança vacinadas (com 2 ou 3 doses segundo a orientação de cada laboratório) no primeiro ano de vida? Recebi visita do representante da Baxter informando que com a vacina deles ( Neivac ) não houve nenhum caso de doença após vacinação de 18000 doses aplicadas e que não há necessidade. Li trabalhos mostrando falha vacinal no Reino Unido nesta faixa etária mas não especificaram a marca.Obrigada. Vânia Viotti Pediatra BH

    Vania: Boa tarde.A vacina de influenza ,para crianças de 6 a 24 meses, já integra o calendário da SBP desde a Reunião do Departamento de Infectologia ,em Recife,no ano passado .Quanto à conjugada contra o meningococo C,a melhor avaliação do que ocorreu no Reino Unido encontra-se no Lancet de 24 de julho de 2004. Em 99 ,iniciaram a vacinação empregando 3 doses naqueles <5 meses; 2 doses entre 5-12 meses e 1 dose entre 1-17 anos,tendo o programa se completado em fins de 2000. Foram empregados 3 produtos: 2 em que a proteína é a toxina diftérica atóxica (CRM 197) do Wyeth e Chiron, e aquele cuja proteína é o toxoide tetânico do Baxter. Segundo avaliação do Comitê Assessor de Imunizações dos EUA,os dados disponíveis são insuficientes para diferenciar a eficácia dos 3 imunógenos O seguimento no Reino Unido deixou comprovado a maior efetividade em lactentes imunizados aos 5-11 meses comparando-se com os vacinados aos 2-4 meses, sugerindo que a idade na qual se administra a dose final possa ser talvez mais importante que a dose booster. A conduta de alguns serviços tem sido indicar o reforço após 1 ano para aqueles que iniciaram a vacinação no 1º semestre de vida,independente do produto empregado.Atenciosamente, Heliane Freire

  • Enviada em 23/01/2007 Enviada por Lucília de Brito Tavares de Santos/SP Profissão: médica

    Gostaria de saber se duas doses da vacina para meningite C da Baxter já faz a imunização da criança aos 7 meses. Hoje esta criança tem 2 anos e 4 meses.E se naõ der o que deve ser feito agora. Obrigada pela resposta.Lucília-Santos _SP

    Lucília: Boa noite. A vacina conjugada contra o meningococo C, teve a melhor avaliação do que ocorreu no Reino Unido publicada no Lancet de 24 de julho de 2004. Em 99 ,iniciaram a vacinação empregando 3 doses naqueles <5 meses; 2 doses entre 5-12 meses e 1 dose entre 1-17 anos,tendo o programa se completado em fins de 2000. Foram empregados 3 produtos: 2 em que a proteína é a toxina diftérica atóxica (CRM 197) do Wyeth e Chiron, e aquele cuja proteína é o toxoide tetânico do Baxter. Segundo avaliação do Comitê Assessor de Imunizações dos EUA,os dados disponíveis são insuficientes para diferenciar a eficácia dos 3 imunógenos O seguimento no Reino Unido deixou comprovado a maior efetividade em lactentes imunizados aos 5-11 meses comparando-se com os vacinados aos 2-4 meses, sugerindo que a idade na qual se administra a dose final possa ser talvez mais importante que a dose booster. A conduta de alguns serviços tem sido indicar o reforço após 1 ano para aqueles que iniciaram a vacinação no 1º semestre de vida,independente do produto empregado.Atenciosamente, Heliane Freire

  • Enviada em 12/10/2006 Enviada por Raquel Gomes de Carvalho Pinto de Dores do Indaiá/MG Profissão: médica

    Recebi criança de 5anos para realizar dose de reforço de vacina contra varicela. Já devemos indicar tal reforço? Grata, Raquel, Dores do Indaiá

    Raquel: Bom dia.Estou assumindo o Comitê e respondo sua pergunta que consta no site.A Academia Americana de Pediatria colocou a 2ª dose da vacina de varicela para crianças sadias devido à ocorrência de casos em vacinados.No site do CDC você pode verificar os casos ocorrendo em creches com a maioria de vacinados.Por estar a vacina sendo feita de rotina,nos E.U.A.,desde 1995,acredita-se que o vírus selvagem deixando de circular,não promoveria efeito booster,dentre outros fatores.Como no Brasil a vacina não é feita na rede pública,tal efeito não seria relevante e a SBP não recomendou a 2ª dose em crianças sadias.Atenciosamente,Heliane Freire

  • Enviada em 19/09/2006 Enviada por MARCUS VINICIUS ARAUJO COSTA de SETE LAGOAS/MG Profissão: médica

    Moro em Sete Lagoas, e gostaria de saber a real epidemiologia do Meningococo em MG e se devo ou não indicar formalmente a vacina conjugada contra o Meningococo tipo C.

    Marcus: Boa noite.Trabalho no hospital Cícero Ferreira, da FHEMIG, referência no atendimento de doenças infecciosas em Belo Horizonte e não estamos vendo sorogrupagem do meningococo feita em grande número.Acho que talvez na Secretaria Estadual de Saúde você possa obter dados do Estado.A publicação que eu recomendaria,que avalia após 4 anos do emprego da vacina conjugada contra o meningococo C, o que ocorreu no Reino Unido é o Lancet de 24 de julho 2004.Atenciosamente, Heliane Freire

  • Enviada em 14/08/2006 Enviada por alexsandra coelho de araujo de Montes Claros/MG Profissão: medica

    minha filha recebeu 3 doses da vacina PREVNAR COM 2, 4 E 6 MESES de idade.Gostaria de saber se e necessário aplicar 4 dose uma vez que hoje ela esta com 1 ano e 2 meses

    Alexsandra:Boa noite.Acabo de assumir o Comitê de Infectologia e respondo sua pergunta informando que há indicação,além das 3 doses administradas no 1º ano de vida, da dose da vacina pneumocócica conjugada 7-valente quando a criança estiver com 12 a 15 meses.Atenciosamente,Heliane Freire

  • Enviada em 28/06/2006 Enviada por Luiz Riedel da Silva Telles de Teofilo Otoni/MG Profissão: medica

    Dentro da neonatologia, a PCR é muito utilizada para diagnóstico e controle de cura de quadros infecciososPosso utilizar este método com tal finalidade em outras faixas etárias?

    Prezado Luiz, As reações inflamatórias são uma resposta do organismo aos diferentes tipos de agressão tecidual, como as infecções virais, bacterianas, parasitárias ou fúngicas, e às agressões físicas, químicas e imunológicas. A proteína C reativa (PCR) é uma das proteínas plasmáticas, que se elevam na fase aguda das reações inflamatórias. Foi identificada inicialmente no soro de pacientes com pneumonia pneumocócica, em reação de precipitação do polissacarídeo C da parede do pneumococo. Por apresentar algumas características, como meia-vida curta (entre 8 a 12 horas) e valores normais muito baixos que, em resposta a estímulos inflamatórios, podem atingir valores até 100 vezes o normal em menos de 24 horas, é considerada uma das mais sensíveis e por isso, utilizada tão frequentemente em neonatologia, onde as decisões devem ser rápidas. Mas ela é também indicador de processos inflamatórios resultantes de infecções, carcinomas, necrose tecidual e cirurgias. Na recuperação cirúrgica, a PCR aumenta nas primeiras 4 a 6 horas, revelando os picos séricos mais altos por volta das 48 a 72 horas de pós-operatório. Em cirurgias que cursam com evolução favorável, os níveis de PCR normalizam-se por volta do sétimo dia após o procedimento cirúrgico. Na vigência de complicações, os valores da PCR permanecem elevados. Durante muitos anos, a PCR foi utilizada apenas no contexto de avaliação de processos inflamatórios, especialmente em neonatologia, mas, atualmente, vem assumindo outros papéis importantes na clínica. Por exemplo, podemos citar que, como marcador de mortalidade nos primeiros 24 meses após infarto agudo do miocárdio (IAM), foi de maior valor que as enzimas cardíacas. Concluindo, a PCR pode ser utilizada como auxiliar no diagnóstico, controle terapêutico e acompanhamento de diversas patologias, tanto em neonatologia, como pediatria e clínica de adultos. atenciosamente, Márcia Borges Machado

  • Enviada em 23/06/2006 Enviada por Claire Marie Azzi Gattini de Lavras/MG Profissão: medica

    Paciente hoje com 7anos de idade fez uso de vacina contra sarampo aos 9 meses de idade,triviral com1 ano e 3 meses,dupla viral com 1 ano e 6 meses.É considerado esquema completo ou ainda necessita segunda dose da SRC.Claire Marie .Pediatra.

    Prezada Claire, As vacinas de virus vivo atenuado possuem excelente eficácia, próxima de 95 a 98%, com uma dose e próximo de 100% ao ser feita uma segunda dose, que tem exatamnente o objetivo de imunizar os 3 a 5% de indivíduos que não se imunizaram com a primeira dose. Assim, podemos considerar que essa paciente está mais que protegida, em se tratando de imunocompetente habitual. Atenciosamente, Márcia Borges Machado.

  • Enviada em 24/05/2006 Enviada por Flávia de Assis Silva de Uberlândia/MG Profissão: medica

    Encaminhei uma criança que apresentou toxoplasmose congênita tratada no primeiro ano de vida para controle anual com oftalmologista e foi observado apenas cicatriz de coriorretinite, no entanto a oftalmologista prescreveu bactrim profilático 3x/semana. O paciente não é imunodeprimido. Não encontrei nada na literatura sobre esta conduta. Vocês tem algum conhecimento sobre esta conduta? Qual tem sido a rotina de acompanhamento sorológico de toxoplasmose congênita após términio do tratamento?

    Prezada Flávia, O uso de sulfatrimetoprim profilático pós corioretinite é motivo de polêmica há anos. Existe uma “ corrente” de Oftalmologistas que recomenda este uso e outra, não. A justificativa para o uso é que o sulfatrimetoprim poderia inibir ou minimizar a ocorrência de recidivas de coriorretinite, no período de maior risco, que pode ser de 6 meses até anos, talvez, 5 anos. Existem poucos estudos de seguimento de longo prazo, de forma que ainda não está claro se este uso realmente poderia previnir recidivas. Por outro lado, há que se pesar a utilização de um antimicrobiano por período tão prolongado, sem que se tenha certeza do sucesso. De acordo com a Dra. Gláucia Manzan, estudiosa de Toxoplasmose, ela tem utilizado este esquema, juntamente com a Oftalmologia, em crianças que apresentam recidiva após tratamento. Atenciosamente, Márcia Borges Machado

  • Enviada em 15/05/2006 Enviada por Cristiano Carvalho Soares de Lavras/MG Profissão: medica

    Acompanho um paciente exposto ao hiv (exposição perinatal). Todas as fontes que eu pesquisei orientam uso de zidovudina por 6 semanas. O médico responsável pelo acompanhamento de pacientes hiv aqui na minha cidade está mantendo a zidovudina e associou 3 TC (o menino já está com 4 meses). É este mesmo o esquema preconizado?

    Prezado Cristiano, Você tem razão em estranhar a conduta do colega. As fontes que você pesquisou estão corretas. A recomendação é utilizar AZT por 6 semanas, para prevenção da transmissão vertical. Após este período, o medicamento é suspenso e a criança é acompanhada clinicamente e com exames. Se posteriormente a infecção for confirmada, existem critérios específicos para iniciar o tratamento, sendo que, neste caso, atualmente não se inicia mais com terapêutica dupla. Resumindo, para prevenção de transmissão vertical, já passou da hora de suspender o medicamento e para tratamento, usar estas duas drogas é pouco. Um abraço, Márcia Borges Machado

  • Enviada em 12/04/2006 Enviada por Jone Faria Correa de Bage/RS Profissão: recepcionista

    Ja tem cura ou tratamento mais eficaz, para meningomielocele aqui no brasil? se tem onde é? minha filha tem problemas decorrente disto usamos sondas para retirar sua urina da bexiga por ela não ter a capacidade de controlar expilição e tambem tem problemas com o intestino não tem controle de evacuação de fezes obrigado.

    Ja tem cura ou tratamento mais eficaz, para meningomielocele aqui no brasil? se tem onde é? minha filha tem problemas decorrente disto usamos sondas para retirar sua urina da bexiga por ela não ter a capacidade de controlar expilição e tambem tem problemas com o intestino não tem controle de evacuação de fezes obrigado. Inicialmente gostaria de dizer que talvez suas dúvidas pudessem ser melhor esclarecidas por um Neurologista, mas tentarei contribuir, dentro do pouco que conheço a respeito do assunto. Provavelmente muito do que vou explicar já seja do seu conhecimento, mas é bom sistematizar a informação para ajudar no raciocínio: A mielomeningocele é um defeito congênito, devido problemas do fechamento do Tubo Neural, durante a quarta semana de gestação. O tubo neural é uma estrutura que se forma no embrião, a partir de uma placa de células, como se fosse uma folha de cartolina se enrolando, se fechando e formando um canudo oco. Ele se localiza ao longo do corpo do embrião ainda sem forma e vai se modificando progressivamente. Ao se fechar e se desenvolver, leva à formação do cérebro na arte superior, e na parte inferior, forma a medulla espinhal. Quando ocorre um defeito no fechamento desse tubo, na arte superior, o cérebro não se desenvolve corretamente e o feto pode nascer com anencefalia ou encefalocele,. A anencefalia é a ausência completa ou parcial do cérebro e do crânio. É muito grave e incompatível com a vida. A gestação termina em abortamento ou o bebê morre logo após o parto. Na encefalocele, parte do cérebro passa através de uma abertura defeituosa na calota craniana, formando uma bolsa que pode conter parte do cérebro e das meninges, também resultando em malformação muito grave. As outras malformações ao longo do tubo neural dão origem a mielomeningocele, meningocele ou espinha bifida, dependendo da altura da alteração e dos órgãos envolvidos. A espinha bifida é a forma mais branda de defeito do tubo neural, onde a falta de fechamento resulta em abertura de uma ou mais vertebras no final da coluna , com ou sem defeirtos vertebrais e medulares associados, podendo inclusive, ser assintomática. É bastante frequente. Na Meningocele, a medula se desenvolve normalmente, mas as meninges fazem saliência a partir de uma abertura na espinha . Essa apresentação isolada é bem rara. A Mielomeningocele é a forma mais comum (mais de 90% dos casos) de defeito do tubo neural, onde parte da medula e das meninges formam uma bolsa, a partir de uma abertura defeituosa na espinha, que pode ser recoberta por pele ou apenas por uma membrana. As alterações que o bebê irá apresentar variam de acordo com a localização do defeito e com os órgãos acometidos. Apesar da abertura espinhal e da mielomeningocele poderem ser corrigidas cirurgicamente, a lesão nervosa é permanente e resulta em alterações diversas, que podem ser: hidrocefalia, paralisia dos membros inferiors, incontinência urinária ou de fezes, alterações de sensibilidade das pernas e problemas intelectuais As causas da mielomeningocele e dos outros defeitos de fechamento do tubo neural são várias, sendo que na maioria dos casos existe interação entre fatores genéticos, familiares e ambientais, Ainda não está bem definido quais são os genes responsáveis pelo fechamento do tubo neural, mas sabe-se que o risco de um casal que teve um filho com mielomeningocele ter um segundo filho com o mesmo problema é de 25 a 50 vezes maior que o risco da população em geral. Fatores ambientais também estão relacionados com os defeitos de fechamento do tubo neural , sendo o ácido fólico o mais importante. O mecanismo como o ácido fólico está envolvido ainda desconhecido. Sabe-se que a suplementação, através de medicamentos, antes da gravidez e durante o primeiro trimestre de gravidez reduz o risco de ocorrência e o risco de nova gestação com defeito de fechamento do tubo neural, em 50 a 70%. Outros fatores envolvidos como causa desses defeitos são: diabetes, uso de ácido valpróico para tratamento de epilepsia durante a gestação, obesidade materna, deficiência de zinco e febre. Concluindo e voltando a sua pergunta, acredito que não se trata de já existir cura ou tratamento no Brasil. Infelizmente havendo lesão dos neurônios, a situaçào é definitiva, no Brasil ou em qualquer país. Até o momento, não existe um tratamento definitivo. O que existe são medidas de reabilitação, ou seja, treinamento da criança através de fisioterapia, a fim de que a vida dela ( e a de vocês), possa ser o mais próximo possível do normal. Além disso, é necessário que vocês, como casal, procedam a um bom aconselhamento genético, a fim de detectar possíveis chances de repetição do problema, bem como as formas de prevenção, por exemplo, o uso de ácido fólico, caso tenham desejo de ter outros filhos. Atenciosamente, Marcia Borges Machado Bibliografia consultada: Jornal de Pediatria. Porto Alegre Mar./Apr. 2003 Defeitos de fechamento do tubo neural e fatores associados em recém-nascidos vivos e natimortos Marcos J.B. Aguiar; Ângela S. Campos; Regina A.L.P. Aguiar; Ana Maria A. Lana; Renata L. Magalhães; Luciana T. Babeto

  • Enviada em 03/04/2006 Enviada por Antonio vicoso mansur lacerda de visconde do rio branco/MG Profissão: recepcionista

    Existe indicaçao para corticosteroides em meningite viral?

    Prezado Antonio, Nas décadas de 80 e 90 houve grande discussão a respeito dos mecanismos fisiopatológicos responsáveis pelos danos cerebrais nas meningites. Estudos experimentais demonstraram que a reação inflamatória descontrolada era o grande “vilão” da história, o que levou à busca de estratégias para diminuir a incidência e a extensão das seqüelas neurológicas. Foi demonstrado que a resposta inflamatória meníngea é intensificada quando o antibiótico, ao lisar a bactéria, libera metabólitos celulares, especialmente componentes da parede celular bacteriana, que estimulam mediadores ou “fatores” inflamatórios, tais como fator de necrose tumoral, interleucinas, etc. Foram estudados vários agentes farmacológicos, com o objetivo de bloquear os mediadores inflamatórios. Os corticóides demonstraram ser capazes de inibir a síntese de FNT e interleucinas, .desde que a cascata inflamatória não tenha sido desencadeada. Isso significa que o efeito modulador do corticóide só ocorre quando ele é administrado antes do antibiótico. Inicialmente acreditava-se que os efeitos moduladores dos corticóides eram significativos apenas na redução de déficit auditivo na meningite por Haemophilus,. Posteriormente ficou demonstrado que, ao modular a resposta inflamatória, os corticóides podem também acelerar a esterilização liquórica, reduzir seqüelas neurológicas e melhorar outras condições clínicas, durante a evolução da doença. Os estudos demonstraram benefícios apenas nas meningites bacterianas, em crianças com mais de 1 mês de idade. Até hoje não existe consenso absoluto sobre qual o melhor imunomodulador, se realmente os corticóides são os mais indicados ou talvez antiinflamatórios não esteróides ou outras substâncias. Entretanto, continua a recomendação da administração de dexametasona precocemente, em pacientes acima de 1 mês de vida, que não tenham feito uso prévio de antibioticoterapia venosa. Em relação às meningites virais, não foram observados efeitos benéficos com o uso de corticóides, uma vez que sua ação se relaciona à inibição de mediadores estimulados pela presença de componentes presentes nas bacterias. Nas meningites e meningoencefalites virais os mecanismos de agressão se relacionam mais a processos necróticos e hemorrágicos que inflamatórios. Em relatos de administração inadvertida de corticóides nas meningites virais não houve piora da evolução, mas genericamente, corticóides podem agravar a evolução das infecções virais, sendo seu uso inclusive, contra-indicado em infecções virais graves, como meningioencefalite herpética, devido ao risco de maior disseminação viral, piorando o prognóstico. Atenciosamente, Márcia Borges Machado

  • Enviada em 25/03/2006 Enviada por Luiz Riedel da Silva Telles de Teofilo Otoni/MG Profissão: recepcionista

    Conforme orientação recebida, a primerira dose da vacina Rotavírus só pode ser aplicada até 3 meses e 7 dias e a se-gunda dose até 5 meses e 15 dias.O intervalo mínimo entre as doses é de 4 semanas.Então, porque não posso aplicara primeira dose até 4 meses e 15 dias e a segunda dose4 semanas depois.? Estaria respeitando o intervalo mínimo entre as doses e beneficiaria um maior número de crianças.Naquelas crianças que não conseguiria manter este intervalo de 4 semanas, não poderia ser aplicada 1 dose? Não seria melhor aplicar, pelo menos 1 dose, a deixar estas criançastotalmente sem proteção?

    Prezado Luiz, Conforme já comentei em outra pergunta, existem vários motivos pelos quais o PNI fixou tão rigorosamente a faixa etária de aplicação da vacina contra o Rotavirus. O primeiro motivo se refere à necessidade de proteger a criança o mais precocemente possível, pois é o primeiro episódio de exposição ao virus que apresenta maior risco de diarréia grave. O segundo motivo se refere à faixa etária na qual a vacina foi testada. Por se tratar de um novo imunobiológico, existe a responsabgilidade legal de liberá-la apenas para uso em populacões cujo perfil seja comparável à população em que foi testada, com eficácia e segurança comprovadas. Outro motivo se refere ao passado da vacinação contra o Rotavirus. Como já comentamos e deve também ser do seu conhecimento, houve uma vacina contra o Rotavirus (vacina RotaShield®) , cuja utilização foi suspensa em julho de 1999, devido ao aumento de casos de invaginação intestinal na população vacinada. Estudos observaram um risco aumentado de invaginação, cerca de 3 a 14 dias após a vacinação. Verificou-se, também, risco aumentado em relação à idade de aplicação da primeira dose: quando a primeira dose era aplicada com 1 e 2 meses de idade o risco foi menor que nas crianças cuja primeira dose foi aplicada aos 3 e 4 meses, que por sua vez foi menor do que quando aplicada entre 5 e 11 meses. Você pode conferir detalhes nas publicações originais: Simonsen L, Voboud C, Elixhauser A, Taylor RJ, Kapikian AZ. More on RotaShield and intussusception: the role of age at the time of vaccination. JID 2005:192(Suppl1):S36-42. Harber P, Chen RT, Zanardi LR, Mootrey GT, English R, Braun MM and the VAERS Working Group. An analysis of rotavirus vaccine report to the vaccine adverse event reporting system: more than intussusception alone? Pediatrics 2004; 113:353-9. Por outro lado, sabe-se que a intussuscepção ocorre, naturalmente, com maior frequência a partir do quarto mês de vida, sendo uma das principais causas de abdome agudo na criança, independentemente do uso da vacina por Rotavirus. Esta nova vacina foi testada apenas em crianças até os quarto meses de vida e, nessa população, não foi observado aumento de ocorrência de invaginação, até o momento. Assim, a fim de se evitar confusão entre a ocorrência natural de invaginação e a ocorrência associada à vacina, o laboratório, a Anvisa e o PNI optaram por definir claramente a idade de vacinação, até que novos estudos permitam ou não, ampliar a faixa etária de utilização da vacina. Em relação às crianças mais velhas, que com o atual esquema ficam sem a vacinação, provavelmente a vacina seja eficaz, protegendo contra a infecção, caso ainda não tenha ocorrido. Mas é necessário aguardar novos estudos, para então podermos dizer que é seguro vacinar essas crianças, sem que elas corram riscos de efeitos adversos graves, talvez até mais graves que a própria infecção pelo virus. Em relação à antiga vacina, foram inclusive descritos óbitos, relacionados à vacina. É exatamente esse risco que se quer evitar. Alguns pediatras têm desrespeitado a orientação do PNI e recomendado a vacinação de crianças mais velhas. Essa atitude é temerária, uma vez que carece de amparo legal e técnico. Caso ocorra invaginação ou outro evento adverso grave em uma criança vacinada fora da faixa etária recomendada, esses profissionais podem ser responsabilizados. Resumindo, a recomendação do esquema vacinal rígido se propõe a garantir uma vacina que seja, não somente eficaz, mas também segura. Novos conhecimentos surgem a cada dia e novas vacinas também. Existem outras vacinas contra o Rotavirus, em fase de pesquisa, que talvez possam cobrir faixas etárias mais abrangentes. Enquanto isso, é prudente seguir as recomendações do PNI e do fabricante. Atenciosamente, Márcia Borges Machado

  • Enviada em 20/03/2006 Enviada por Desconhecido Profissão: recepcionista

    Mandei um e-mail para vocês e ainda não obtive a resposta por isso estou enviando novamente. Desculpem-me a insistência, mas lendo o artigo de rotavírus me pareceu que todas as diarréias estão sendo chamadas de rotavírus e pelo menos a minha conduta não é solicitar de rotina cultura em casos de diarréia dentro de uma evolução esperada dentro das condições clínicas dos pacientes, e no meu consultório em 12 anos de prática, foram muito raros os casos que se prolongaram, gostaria de saber qual a referência científica dos casos citados para se avaliar morbidade e mortalidade por rotavírus com cutura positiva para tal vírus. Esta pergunta foi feita no meu consultório por diversos pais, medicos e não médicos, além da minha dúvida pessoal. Trabalho em dois CTI em BH e não consegui associar a mortalidade citada nas unidades que trabalho. Desde já agradeço.

    Prezado Colega, Você não citou qual o artigo sobre Rotavirus, mas tem razão em estranhar a colocação. Nem todas as diarréias são causadas por Rotavirus. Estudos internacionais sobre a epidemiologia do Rotavirus variam bastante, dependendo do país onde o estudo foi feito, se desenvolvido ou não. De acordo com o Ministério da Saúde e com o Prof Linhares, do Instituto Evandro Chagas, o impacto global da doença, em crianças menores que 5 anos é o seguinte: 111 milhões de episódios de diarréia atribuíveis ao Rotavirus, por ano, gerando 25 milhões de visitas a unidades de saúde, com cerca de 2 milhões de Hospitalizações e 500 mil Óbitos, sendo destes, 85% no “Terceiro Mundo” ( Molbak et al., 2001; Parashar et al., 2003 ) No Brasil , existe desde 1994, o Programa de Monitorização das Doenças Diarréicas Agudas (MDDA), do Ministério da Saúde, que funciona como sistema de vigilância sentinela das diarréias, além de notificar e investigar surtos. Em 2004 foram notificados 2 milhões e 400 mil casos de diarréia aguda no Brasil, por todas as etiologias. Esses dados foram obtidos a partir de notificação e também a partir do sistema de AIH, avaliando as hospitalizações. Certamente os números reais são ainda maiores. Ainda não existe, na rotina, procedimentos de identificação de agentes etiológicos responsáveis por todas as enteroinfecções. Pelo Programa de MDDA, apenas durante surtos é feita identificação etiológica. Cerca de 20% dos surtos de diarréia notificados foram causados por Rotavirus, em 2004. Os outros dados nacionais disponíveis foram obtidos a partir de trabalhos de pesquisa, realizados em São Paulo e outros centros. Mesmo na rede particular ou conveniada, não é rotina realizar exames de identificação etiológica, especialmente viral, para todas as diarréias e acredito que não existe essa proposta prevista, a curto prazo. Os dados brasileiros são escassos, porém a literatura mundial é unânime em considerar que, na medida em que as condições de vida de uma população melhoram, a incidência de diarréias causadas por bactérias, parasitas e alguns virus diminui, porém o mesmo não acontece com as diarréias causadas por Rotavirus. Acredita-se que provavelmente, para o Rotavirus, além da via fecal/oral, a via de contato pessoa/pessoa também seja importante, bem como a via respiratória. Assim, medidas higiênicas e sanitárias não foram capazes de controlar a doença nos países desenvolvidos. Outra grande diferença entre a epidemiologia da doença nos países ricos e pobres é que na criança hígida e bem nutrida, normalmente os episódios de diarréia por Rotavirus são brandos e não causam maiores complicações. Nas crianças debilitadas e desnutridas, a doença tende a ser mais grave. Esta pode ser uma explicação de porque a clientela do Consultório não apresenta episódios diarréicos mais graves, ao contrário das crianças atendidas em serviços de urgência e hospitais do SUS. Hospitais públicos apresentam maior número de internações por diarréias, inclusive por Rotavirus, que hospitais onde apenas convênios ou particulares são atendidos. Estes dados podem ser consultados com detalhes no site: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/informe_rotavirus_02_03_2006.pdf Informe Técnico: Doença Diarréica por Rotavírus: Vigilância Epidemiológica e Prevenção pela Vacina Oral de Rotavírus Humano - VORH Brasília, 01 de março de 2006 E também em alguns artigos:: Oliveira CS, Gabbay YB, Ishak R, Linhares AC. Gastroenterites virais. In Farhat et al. Infectologia Pediátrica. São Paulo. 2ª ed. Atheneu. 1998 Linhares AC. Epidemiologia das infecções por rotavírus no Brasil e os desafios para o seu controle. Cad Saúde Pública 2000; 16(3):629-46. Informes Técnicos Institucionais | Technical Institutional Reports Vacina contra rotavirus Rev Saúde Pública 2006;40(2):355-8 Abraço, atenciosamente, Márcia Borges Machado

  • Enviada em 11/03/2006 Enviada por alexsandra coelho de araujo de Montes Claros/MG Profissão: medica

    tenho um bebê de 9 meses ela nao apresentou pega vacinal da BCG foi indicada revacinaçao so que ha 2 dias ela recebeu a vacina de febre amarela, gostaria de saber se ja posso revacina-la ou tenho que dar algum intervalo? obs. realizado PPD :nao reator.obrigada.

    Prezada Aexsandra, Em geral, a recomendação de intervalo entre vacinas se refere a vacinas de vírus vivos, atenuados, como é o caso da vacina contra febre amarela, tríplice viral, pólio, e outras. A vacina BCG é composta por bacilos da tuberculose, ou seja, bactérias. Assim, não há contra-indicação em se proceder à vacinação com BCG. Atenciosamente, Márcia Borges Machado

  • Enviada em 06/02/2006 Enviada por Ennio Leão de Belo Horizonte/MG Profissão: medica

    qual a razao para a vacina contra rotav irus ser aplicadasó aos 2 e 4 meses e não também acima desta idade, porem antes de 24 meses, já que a incidencia maior da doen ça é até esta idade?

    Prezado Dr.Ennio Leão, Existem duas razões pelas quais o PNI resolveu fixar a idade de vacinação contra Rotavirus. A primeira delas se refere ao fato de que as formas graves das doenças causadas por Rotavirus ocorrem principalmente no primeiro ano de vida. Quanto mais cedo as crianças estiverem protegidas, menor a chance de desenvolverem diarréias graves por Rotavirus. A segunda razão está relacionada ao histórico da vacina. No final dos anos 90, uma vacina contra Rotavirus foi retirada do comércio por ter sido obervada maior incidência de intussuscepção intestinal nas crianças que fizeram uso prévio da vacina. Era uma vacina derivada de virus de macacos, que apresentava maior reatogenicidade no homem. Nunca ficou provada a relação causal direta da vacina com os casos de intussuscepção ocorridos, mas mesmo assim, ela deixou de ser utilizada. A vacina atual é muito diferente da antiga, sendo produzida a partir de virus de humanos. Até o momento não foram observados casos de associação da vacina com fenômenos de intussuscepção. Entretanto, trata-se de uma vacina nova, sem longo período de observação dos efeitos adversos. Como a intussuscepção apresenta, naturalmente, maior incidência no segundo semestre de vida, definiu-se, por precaução, que não será aplicada, inicialmente, na idade de maior ocorrência de intussuscepção, a fim de que não existam fatores confusionais. Acreditamos que a faixa etária de aplicação será futuramente ampliada , na medida em que os estudos de segurança e eficácia o permitam. Um abraço, Márcia Borges Machado

  • Enviada em 05/02/2006 Enviada por Heloisa paula Ladeira jarnalo Salomão de Belo Horizonte/MG Profissão: medica

    Qual a posição da SMP em relação à prescrição abusiva de antibióticos? Esta tem sido uma realidade em outras regiões? Trabalho no interior e tenho recebido crianças em tratamento ambulatorial para pneumonias e ITU com ceftriaxone.

    Prezada Heloísa, A posição da SMP e também da SBP é de o uso de antimicrobianos deve ser racional. Isso significa que eles devem ser usados criteriosamente, de preferência mediante confirmação etiológica, ou quando esta não for possível, mediante forte suspeita clínica e epidemiológica de que se trata realmente de infecção bacteriana. Quando o uso for indicado, o antimicrobiano escolhido deve preferencialmente apresentar pequeno espectro de ação, deve ser usado nas doses adequadas e pelo menor tempo necessário. Sabemos que o uso de antimicrobianos estimula a resistência dos microrganismos, tanto dos patógenos, quanto dos componentes da microbiota endógena. Sabemos também que alguns microrganismos já estão resistentes a todos os antimicrobianos, como por exemplo, algumas linhagens de Pseudomonas. As Cefalosporinas, em particular, são capazes de estimular a produção de betalactamases, o que exerce alta pressão de seleção, em curtos períodos de tempo. Por isso, devem ser usadas quando não houver outras alternativas de tratamento. È bom lembrar que os microrganismos possuem eficazes sistemas de adaptação, especialmente os membros da microbiota normal humana. Temos em nosso corpo, cerca de 1000000000000000 células microbianas, o que corresponde a 1,3 Kg de bactérias e fungos, com uma atividade metabólica semelhante à do fígado. O conceito mais atual em microbiologia entende que devemos desenvolver relações cautelosas com nossa microbiota endógena, uma vez que esta apresenta caráter anfibiôntico; ou seja: possui capacidade de conviver harmonicamente, ao mesmo tempo que possui potencial imenso para invadir. O uso de antimicrobianos e a ruptura das barreiras naturais são as principais responsáveis pela seleção de microrganismos resistentes. Como você disse, infelizmente temos assistido ao uso abusivo de antimicrobianos em todas as partes do mundo e não tem sido diferente em relação aos Pediatras brasileiros. Estudos realizados pelo CDC, Academia Americana de Pediatria e Academia Americana de Médicos de Família apontaram alguns motivos pelos quais isto tem ocorrido: Compra livre de antimicrobianos Falta de tempo e/ou paciência para anamnese e exame físico bem feitos Dificuldades na realização de exames microbiológicos e na obtenção dos resultados em tempo hábil. Alta mortalidade de algumas doenças infecciosas, gerando insegurança, pelo risco de não tratar. Dificil seguimento dos pacientes, especialmente aqueles atendidos em unidades de Pronto Atendimento Ansiedade e pressão de familiares Receio de processos legais. Propaganda dos laboratórios Falta de reciclagem e atualização por parte dos profissionais Apesar de todas essas dificuldades, acreditamos que a única maneira de se fazer medicina de qualidade, com prescrição adequada dos antimicrobianos, seja estimulando a educação continuada dos colegas. Nesse sentido, a SBP já publicou vários cadernos sobre antimicrobianos, um protocolo de abordagem das Pneumonias Comunitárias e já preparou um documento sobre abordagem das Amigdalites. Também será lançado, em breve, um livro da SBP, com dois capítulos sobre Antimicrobianos, um deles, abordando o uso de antimicrobianos em Infecções Comunitárias e outro, em Infecções Hospitalares. Também deverá ser publicado um livro da SBP, em parceria com a ANVISA, sobre Infecções Hospitalares em pediatria, em que existem capítulos sobre uso de antimicrobianos. Certamente há ainda muito a ser feito para que os pediatras brasileiros entendam que o uso de antimicrobianos deve ser o mais criterioso possível, sob pena de que, em breve, tenhamos poucas opções terapêuticas. Atenciosamente, com um abraço, Marcia Borges Machado

  • Enviada em 07/01/2006 Enviada por HELOISA MARIA CORDEIRO TOAIARI de CATAGUASES/MG Profissão: medica

    Tenho atendido a alguns casos de varicela que vem me chamando atenção pela quantidade de lesões, período febril prolongado, febre alta e persistente. Hoje especificamente atendi uma adolescente de 14 anos, previamente vacinada (em local confiável) , saudável, com um número assustador de lesões causando inclusive edema de face, febre alta persistente, queda do estado geral, com várias lesões em palma de mãos e planta de pés com tosse e estertoração bolhosa em base pulm. D e Rx de tórax só com imagem retícular. Haveria algo a comentar ou foi só coincidência?

    Prezada Heloísa, Até recentemente, a varicela era considerada uma doença benigna, de baixa morbimortalidade, tanto que nem fazia parte da lista de doenças de notificação compulsória. Entretanto, têm sido vários os relatos de casos graves, seja pela própria doença, com casos de visceralização e grande número de vesículas, como por complicações bacterianas secundárias. Não se sabe, até o momento, inclusive porque ainda é uma doença subnotificada, se realmente está havendo um aumento na virulência do vírus, se estamos mais atentos aos diagnósticos ou se há aumento do número de imunocomprometidos não diagnosticados. Especialmente em relação ao caso descrito: A literatura é clara: a varicela apresenta maior risco de gravidade e de complicações em adolescentes, adultos e grávidas, mesmo na ausência de imunodeficiência. Em relação à vacinação: existe uma discussão, avaliando se as crianças também deveriam receber duas doses da vacina e não apenas uma dose. Ainda não há uma recomendação formal a respeito, mas possivelmente isto venha a ocorrer, quando os estudos forem mais conclusivos, justamente pelo relato de baixos títulos de anticorpos protetores em crianças vacinadas com uma dose apenas. Por enquanto, permanece a recomendação de duas doses apenas para pessoas acima de 12 anos. Um abraço, Marcia Borges Machado

  • Enviada em 07/01/2006 Enviada por HELOISA MARIA CORDEIRO TOAIARI de CATAGUASES/MG Profissão: medica

    gostaria de saber se as informações que possuo em relação a hepatite c e aleitamento estão corretas:1. o aleitamento não deve ser desencorajado em mães soro positivas;2. mulheres com infecção sintomática ( níveis altos de viremia ou alterações de enzimas hepáticas) podem transmitir pelo aleitamento e por lesões sangrantes na mama estando assim contra-indicado.

    Heloisa, você tem toda razão. O Ministério da Saúde recomenda exatamente essa conduta em mães com Hepatite C. O aleitamento só é contra-indicado enquanto existirem lesões sangrantes nos seios, por exemplo, fissuras. Assim que as lesões cicatrizarem, se a mãe ainda tiver leite, pode voltar a amamentar. Atenciosamente, Marcia Borges Machado

  • Enviada em 14/12/2005 Enviada por antonio carlos paulino pereira de castelo/ES Profissão: medica

    Existe algum intervalo de tempo mínimo para retomar o calendário de vacinação de um lactente de 5(cinco) meses que apresentou quadro de Varicela sem complicações?

    Prezado Antônio, em primeiro lugar, gostaria de pedir desculpas pela demora em respondê-lo. Espero que a informação ainda possa ser útil. Não existe intervalo mínimo para se reiniciar a vacinação, após ocorrência de varicela. O importante é saber que o estado geral é bom, que o quadro clínico está resolvido, sem chances de complicações secundárias. Isto é igualmente importante para qualquer outro processo infeccioso. sabemos que algumas vacinas podem causar eventos adversos, por ex. febre, e se a criança apresentar febre por algum outro motivo, poderá haver confusão e a vacina ser indevidamente incriminada. Em relação à resposta imunológica, esta se restabelece juntamente com a resolução dos sintomas e das vesículas e crostas.

  • Enviada em 30/11/2005 Enviada por Luciana de Moraes Lopes de Cabo Frio/RJ Profissão: Estudante

    Quais são as barreiras da infecção no tracto respiratório ?

    Prezado colega, Inicialmente me desculpo pela demora. O trato respiratório conta com eficientes mecanismos de limpeza e purificação. A filtração do ar começa no vestíbulo nasal, onde as partículas maiores são retidas. Outros mecanismos de eliminação de secreções, partículas e microrganismos da cavidade nasal são o espirro e a tosse. Porém, na tentativa de expulsão dos vírus e bactérias, estes acabam por se disseminar no ambiente. Um mecanismo natural de defesa, compartilhado pela orofaringe, é a ação da saliva, movimentos mastigatórios e de deglutição. Microrganismos inalados são apreendidos pelo muco, transportados para a parte posterior da garganta pela ação ciliar, onde são deglutidos e desviados da árvore respiratória inferior. A própria microbiota normal, abundante na naso e orofaringe, desempenha importante efeito de barreira ecológica, devido a mecanismos de competição pelos nutrientes, pela produção de substâncias antagonistas e pela competição por sítios de ligação e aderência. A mucosa respiratória reveste todo o aparelho respiratório, desde os bronquíolos até as células das mastóides, incluindo nariz e seios da face. Apenas os alvéolos, cordas vocais, parede posterior da faringe e terço anterior do nariz não apresentam epitélio ciliado. Aí existe epitélio cilíndrico, com diferentes quantidades de cílios, glândulas e vasos. As glândulas e as células caliciformes são responsáveis pela produção de muco. O muco é rico em IgA secretória, lisozimas, lactoferrina, alfa-1-antitripsina, componentes do sistema do complemento e leucócitos. A IgA secretória impede a aderência e penetração dos microrganismos. As lisozimas promovem lise das bactérias. A alfa-1-antitripsina inativa enzimas vindas de processos inflamatórios. A lactoferrina capta ions importantes para o metabolismo de fungos e bactérias, exercendo assim, ação bacteriostática. Sistema do complemento Os microrganismos que conseguem atingir os alvéolos defrontam-se com os macrófagos alveolares, cuja função é remover partículas estranhas e manter limpos os espaços aéreos. A maioria dos microrganismos é destruída por estes macrófagos. Como podemos ver, são vários os mecanismos de defesa do trato respiratório. Certamente existem outros, que talvez um pneumologista possa explicar com maiores detalhes. atenciosamente, Márcia Borges Machado

  • Enviada em 23/11/2005 Enviada por marinalva maria de carvalho teodoro de jussara/GO Profissão: fazendira

    Qual a conduta para uma menina de 10,5 anos que apresentou linfadenomegalia cervical bilateral importante há 3 semanas. Feito dentre outros exames IF para toxoplasmose que mostrou: Ig G reagente 1:128 e Ig M reagente 1:1024. Agora houve regressão dos linfonodos e a criança está bem.(BEG durante toda a evolução). Apresentou 1 mês antes da linfadenomegalia, febre e exantema por 3 dias. Devo tratar? Como tratar?

    Prezada Marinalva, O diagnóstico mais provável é o de Toxoplasmose adquirida, uma vez que a criança apresenta IgM em títulos elevados. IgG está possivelmente se elevando agora e deverá permanecer positiva, em títulos baixos, por muitos anos, o que é normal. Conforme já comentamos em outra pergunta sobre toxoplasmose, ( você pode ler nesta mesma página da SMP), a toxoplasmose adquirida não necessita ser tratada, a menos que o paciente seja imunocomprometido, tenha acometimento ocular ou grave acometimento do estado geral. Como esta paciente manteve bom estado geral e já apresenta remissão dos sintomas, não há indicação de tratamento medicamentoso. Recomenda-se, porém, que seja feito exame de fundo de olho, agora e uma vez por ano, nos próximos anos, pois a doença pode ser reativada e levar a acometimento ocular, em qualquer fase da vida, quando então, o tratamento deve ser instituído. O tratamento da toxoplasmose é feito com sulfadiazina, associada a pirimetamina, acido fólico e corticoides, por tempo prolongado ( meses). Atenciosamente, Marcia Borges Machado

  • Enviada em 30/10/2005 Enviada por silvana ferrari de porto alegre/RS Profissão: medica

    Tenho um paciente com 1a que é alérgico a proteina do ovoigE(grau II) .Gostaria de saber se ele pode fazer a vacina triplice viral e posteriormete a da gripe

    Prezado André, No Brasil, as vacinas que são obtidas a partir de culturas em ovos embrionados de galinha são: Influenza e Febre Amarela. A vacina Tríplice Viral é produzida no Instituto Biomanguinhos, a partir de fibroblastos de embrião de galinha, não contendo proéínas do ovo. De acordo com as normas do PNI , Ministério da Saúde, ela não é contra-indicada em pessoas com alergia às proteínas do ovo, podendo ser aplicada rotineiramente, existindo apenas os riscos habituais de qualquer vacinação. Além disso, a contra-indicação para se utilizar vacinas que contêm resíduos de proteínas do ovo se refere apenas às reações graves, ou seja: choque anafilático e/ou insuficiência respiratória aguda. As outras reações são consideradas leves ou moderadas e, para cada situação, deve ser considerado o risco/benefício. Por ex, uma pessoa com alergia moderada deve ser vacinada contra a febre amarela, por ser esta uma doença muito grave. O mesmo já não se aplica à Influenza, doença de menor morbimortalidade. Atenciosamente, Marcia Borges Machado

  • Enviada em 18/10/2005 Enviada por cristina mascarenhas ribeiro da cruz de baependi/MG Profissão: medica

    Paciente adulto portador de atrite reumatóide fez uso em 2004 de duas doses da vacina twinrix adulto. Deseja fazer a terceira dose, porém encontra-se em uso de corticóide (deflazacort) e metotrexate há um mês. Pode ser feita a terceira dose agora? Deve ser submetido posteriormente à avaliação laboratorial para verificar imunidade contra as hepatites A e B?

    Prezada Cristina, TWINRIX Adulto é uma vacina combinada, contendo preparações do vírus purificado inativado da hepatite A, ou seja, virus morto, e antígeno de superfície purificado da hepatite B (HBsAg), geneticamente manipulado. A contra-indicação para vacinar pacientes imunocomprometidos, inclusive aqueles que estejam em uso crônico de corticoides, se refere a vacinas com virus vivos, atenuados, o que não é o caso. Assim, este paciente pode receber normalmente a última dose da vacina

  • Enviada em 17/10/2005 Enviada por Raquel Gomes de Carvalho Pinto de Dores do Indaiá/MG Profissão: medica

    A vacina contra rotavírus já está disponével no Brasil? Como será a posologia? Grata, Raquel, Pediatra em Dores do Indaiá

    Raquel Sua pergunta foi parcialmente respondida recentemente. A vacina está disponível no Brasil, tendo sido aprovada pela Anvisa recentemente. Já está em algumas clínicas particulares de vacinação e estará disponível nos Postos de Vacinação de todo o Brasil a partir de janeiro de 2006, passando a fazer parte do calendário básico de vacinas, conforme determinação do Ministério da Saúde, Programa Nacional de Imunizações. O esquema de administração prevê a primeira dose aos 2 e a segunda dose aos 4 meses. Abraço, Marcia Borges Machado

  • Enviada em 30/09/2005 Enviada por JOSE ESTEVAO ANDRADE AARAO de VESPASIANO/MG Profissão: medica

    em lactente submetido a hemotransfusao há necessidadede se aguardar algum tempo para que se possa aplicar alguma vacina que nao seja de virus - por exemplo a Prevenar? enviada por Jose Estevao Aarao- pediatra- Vespasiano- Mg

    Prezado José Estevão, Inicialmente desculpo-me pela demora em responder. De acordo com o Manual do MS, a interferência entre as vacinas é atualmente problema restrito a duas situações: interferência entre os três tipos de vírus da Pólio, o que se resolve com repetição das doses e interferência entre a vacina contra Varicela e vacina Tríplice viral, em que se deve fazer as duas no mesmo dia ou aguardando 15 dias de intervalo. Em relação à Febre amarela, por não haver evidências conclusivas de interferência, recomenda-se que seja aplicada no mesmo dia ou com intervalo de 5 dias, da aplicação de outras vacinas virais vivas. Em relação a hemotransfusões, o problema existe apenas em relação às vacinas contra sarampo e tríplice viral, em que se recomenda o intervalo de 5 meses. A vacina Pneumocócica conjugada 7 valente contém sacarídeos de antígeno capsular dos 7 sorotipos de pneumococo, cada qual conjugado com proteína diftérica . Não há interferência descrita em relação à resposta imune às vacinas bacterianas vivas ou mortas, nem em relação às vacinas virais inativadas. Atenciosamente, Márcia

  • Enviada em 25/09/2005 Enviada por maria inês ribeiro costa jonas de Lavras/MG Profissão: medica

    criança de 1ano de idade, portadora de catarata congênita, orelhinhas discretamente menores e um nariz em sela, sem alterações cranianas, TCC do cranio normal, desenvolvimento neurológico dentro do limite e como única alteração sorológica, IgG para Toxoplasmose + (aos 2 e 12m), sem titulação da mãe. Seria Toxo congênita? Trata-se?Desde já agradeço, Inês.

    Maria Inês, As alterações que você descreve nesta criança podem estar presentes em várias infecções congênitas e também em várias síndromes genéticas. Em relação aos exames laboratoriais, o diagnóstico de certeza é dado pela presença de IgM positiva. Porém, se a infecção acontece no início da gestação, o recém-nascido pode já ter negativado a sorologia IgM e apresentar apenas IgG positiva. Porém, a IgG pode ser positiva, mesmo que a criança não tenha sido infectada, significando apenas a passagem de anticorpos maternos. Nos casos em que a IgM é negativa e a IgG é positiva, é preciso avaliar a sintomatologia e a evolução da sorologia, sendo esta pareada com a da mãe. Em relação à sintomatologia, as alterações ao exame físico podem ser inespecíficas, como no caso descrito, e assim, não ajuda muito. Poderia ser pesquisada presença de alterações em fundo de olho: o encontro de lesões de coriorretinite é bastante sugestivo de Toxoplasmose e justificaria o tratamento, mesmo sem outros exames confirmatórios, pelo risco de perda progressiva da acuidade visual. Quando a sorologia apresenta apenas positividade para IgG, é preciso fazer seguimento: seria interessante acompanhar esses títulos, pelo mesmo método, com pelo menos 2 ou 3 exames, em intervalos de meses e acompanhar a fundoscopia. Se houver aumento progressivo dos valores de IgG, provavelmente não se trata de transferência de anticorpos maternos e sim, infecção congênita. A fundoscopia deveria ser realizada a cada 6 meses, e se surgirem lesões, iniciar o tratamento. O tratamento da Toxoplasmose apresenta muitas limitações, tanto pelas dificuldades em se chegar ao diagnóstico de certeza, bem como pela pobreza de sucesso no tratamento. As lesões de coriorretinite são as que apresentam melhor resposta. O restante das manifestações clínicas já estão instaladas, obtendo-se pouca melhora na qualidade de vida do paciente. Especificamente no caso descrito, acho que seriam necessárias outras evidências, a fim de se justificar o tratamento. Abraço, Márcia Borges Machado.

  • Enviada em 24/09/2005 Enviada por vania nunes viotti parreira de belo horizonte/MG Profissão: medica

    Qual deverá ser a nossa conduta quanto a indicação da noava vacina contra rotavirus? Há segurança quanto ao uso? Vânia Parreira

    Vania, Em primeiro lugar, peço desculpas pela demora em responder. Tive problemas com meu provedor e fiquei sem receber emails. Em relação à vacina contra Rotavirus: é uma nova vacina, produzida pela GSK, que foi testada em grande número de pacientes, apresentando boa eficácia e segurança. É uma vacina diferente da anterior, que foi associada com aumento da incidência de invaginação intestinal. A vacina antiga, que foi retirada do comércio em 1999, era produzida a partir de virus de macacos e a vacina atual foi produzida a partir de virus humanos. Parece que o possível efeito de invaginação estava relacionado com o virus símio. Nos testes da vacina atual, a incidência de invaginação foi maior no grupo controle que no grupo vacinado. Assim, trata-se de vacina nova, ainda não totalmente conhecida, mas testada o suficiente para ser considerada segura, senão, não teria sido licenciada pela ANVISA. Quanto à indicação, não nos cabe mais opinar, uma vez que ela deverá fazer parte do calendário do Ministério da Saúde, a partir de janeiro de 2006, estando prevista a primeira dose aos 2 meses de vida e a segunda dose aos 4 meses de vida. Não foi encontrada reação cruzada com a vacina da Polio oral, devendo ser aplicadas na mesma oportunidade vacinal. Porém, é importante frisar que o objetivo da vacina não é reduzir a incidência de diarréia por Rotavirus, mas sim, reduzir a incidência das formas graves. É um raciocínio parecido com a vacina BCG, que protege contra formas graves de Tuberculose. Bem, vamos pagar pra ver... esperamos que tudo dê certo, conforme os outros Programas do PNI ... Abraço, Márcia Borges Machado

  • Enviada em 23/09/2005 Enviada por antonio carlos paulino pereira de castelo/ES Profissão: medica

    Há necessidade de aguardar algum tempo para retomar o esquema de vacinação em criança que apresentou quadro de varicela sem complicações?

    já respondida

  • Enviada em 17/09/2005 Enviada por Paulo Caixeta de Araujo de Patrocínio/MG Profissão: medica

    As quinolonas de 2ª, 3ª, 4ª geração já são liberadas para uso em Pediatria? Caso afirmativo, quais são suas indicações?

    Prezado Paulo, Em primeiro lugar, gostaria de pedir desculpas pela demora em respondê-lo. Espero que as informações ainda sejam úteis. As quinolonas são drogas quimioterápicas, derivadas das quinoleínas. O Ácido Nalidíxico surgiu na década de 60, sendo a primeira quinolona de uso clínico e possuindo ação específica contra bastonetes entéricos Gram negativo. As quinolonas de segunda geração foram as primeiras quinolonas fluoradas ou fluorquinolonas. O radical fluor confere aumento da potência contra Gram negativo. Incluem o Ácido Pipemídico e a Norfloxacina. As Fluorquinolonas de terceira geração incluem a Ciprofloxacina, a Pefloxacina e a Ofloxacina. São ativas contra Enterobactérias, Pseudomonas, Neisseria meningitidis e gonorrae, Haemophilus sp, Staphylococcus sp. As de quarta geração incluem a Gatifloxacina , a Levofloxacina e a Trovofloxacina. São também chamadas de quinolonas respiratórias Existem outras classificações em “gerações” , mas esta é considerada a mais didática. As Fluorquinolonas foram liberadas para uso em pediatria em 1996. Desde então, são consideradas excelentes drogas alternativas para tratamento de infecções na infância, em situações específicas, tais como ausência de outro antimicrobiano de uso oral, tratamento de infecções causadas por microrganismos multiresistentes, infecções do trato urinário, infecções graves em neonatos com falência de outros esquemas terapêuticos, osteomieleite crônica, Infecções em imunocomprometidos e exacerbações pulmonares em fibrose cística. Também é útil em terapêutica seqüencial parenteral-oral. A capacidade de causar artropatia em humanos não foi confirmada, sendo o principal efeito indesejável a artrite reacional, reversível após suspensão do antimicrobiano. Outro inconveniente do uso das quinolonas está relacionado à rápida aquisição de resistência, por parte dos microrganismos. Por isso, o uso deve ser cauteloso. A Ciprofloxacina é liberada para uso em pediatria, a partir da segunda semana de vida. As novas Fluorquinolonas ainda não foram liberadas para uso corrente em pacientes pediátricos, porém têm sido alvo de muitos estudos clínicos, especialmente Gatifloxacina e Trovafloxacina, com bons resultados. Estas apresentam como vantagem a maior efetividade contra bactérias Gram-positivo como Streptococcus pneumoniae penicilino resistentes e outros patógenos causadores de infecções respiratórias, como M. catarrhalis, H. influenzae, Chlamydia e Mycoplasma . Doses recomendadas em pediatria: Ciprofloxacina Crianças até 6 anos: Uso venoso: 30 – 45 mg/kg/dia de 8/8 horas ou 12/12horas Uso oral: 30 a 60 mg/kg/dia de 8/8 horas ou 12/12 horas Crianças acima de 6 anos: Uso venoso 20 a 30 mg/kg/dia de 12 /12 horas Uso oral : 30 a 40 mg/kg/dia de12/12horas Gatifloxacina Uso venoso : 10 mg/kg a cada 24 horas Um abraço, Marcia Borges Machado

  • Enviada em 06/09/2005 Enviada por JOSE ESTEVAO ANDRADE AARAO de VESPASIANO/MG Profissão: medico

    Desculpe -me a insistencia. Lactente de 4 meses já tendofeito uso de uma dose de Meningitec poderá completar suaimunização contra meningococo com apenas mais uma doseda vacina antimeningococica do Laboratorio Baxter?

    já respondida

  • Enviada em 02/09/2005 Enviada por JOSE ESTEVAO ANDRADE AARAO de VESPASIANO/MG Profissão: medico

    algum problema serio com a dra. Marcia? estou aguardandoresposta sobre vacina contra Meningite meningo,saude pra elal.

    já respondida

  • Enviada em 30/08/2005 Enviada por JOSE ESTEVAO ANDRADE AARAO de VESPASIANO/MG Profissão: medico

    estou aguardando minha resposta sobre a continuação da]vacinação contra doença meningococica com apenas uma dose da vacina do laboratorio Baxter após dose inicial comMeningitec- lactente de 4 meses- primeira dose aos 2

    De acordo com consulta realizada ao Dr. José Geraldo Leite Ribeiro, Referência Técnica em Imunizações da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, segundo recomendação dos fabricantes, o único esquema que permite utilização de duas doses é do Laboratório Baxter, desde que as duas doses sejam do Laboratório Baxter. Se for utilizada uma dose do laboratório Baxter e outra dose de qualquer outro laboratório, devem ser administradas 3 doses, ainda que uma delas seja do Laboratório Baxter. Atenciosamente, Márcia Borges Machado.

  • Enviada em 24/08/2005 Enviada por JOSE ESTEVAO ANDRADE AARAO de VESPASIANO/MG Profissão: medico

    lactente de 4 meses já tendo tomado uma dose de Meningitec poderá tomar apenas mais uma dose da vacinacontra meningococo do Laboratorio Baxter? (apenas duasdoses para os menores de um ano)

    pergunta já respondida

  • Enviada em 15/08/2005 Enviada por Lino José Pessoa de Oliveira de Santo Antonio de Jesus/BA Profissão: Engenheiro Civil

    Quais os riscos de CHIQUEIROS na cidade?

    Prezada Raquel, esta sua pergunta é bastante abrangente. Consultei literatura técnica veterinária e ambiental e achei este artigo, que transcrevo parcialmente. Talvez responda a algumas das suas dúvidas a respeito. "Suinocultura O dejeto de uma suinocultura, se não for manejado convenientemente, torna-se um poderoso poluidor ambiental. A atividade é considerada pelos órgãos ambientais uma "atividade potencialmente causadora de degradação ambiental", sendo enquadrada como de grande potencial poluidor. Pela Legislação Ambiental (Lei 9.605/98 - Lei de Crimes Ambientais), o produtor pode ser responsabilizado criminalmente por eventuais danos causados ao meio ambiente e à saúde dos homens e animais. Os dejetos suínos, até a década de 70, não constituíam fator preocupante, pois a concentração de animais era pequena e o solo das propriedades tinha capacidade para absorvê-los ou eram utilizados como adubo orgânico. Porém o desenvolvimento da suinocultura trouxe a produção de grandes quantidades de dejetos, que pela falta de tratamento adequado, se transformou em fonte poluidora dos mananciais de água. A produtividade, por animal e por área, aumentou consideravelmente, passando-se a produzir grandes quantidades de dejetos em pequenas extensões de terra. Simultaneamente, iniciam-se os problemas com o mau cheiro, oriundo das criações, e com o destino dos efluentes. A questão dos dejetos suínos não se constitui apenas num problema que envolve o setor produtivo de suínos. Ela tem interrelação com todas as atividades que de certa forma afetam a qualidade da natureza que temos ao nosso redor. Assim, regiões onde há problemas de emissões de resíduos industriais, alterações no sistema ecovegetal, contaminações da natureza com dejetos urbanos e aqueles produzidos por outras espécies animais podem tornar mais complexo o problema". MMA (Ministério do Meio Ambiente). Abraço, Márcia Borges Machado

  • Enviada em 13/08/2005 Enviada por Monica Veloso Lima de Itajubá/MG Profissão: Cabeleireira

    Existe alguma vacina para se evitar infecções de garganta? Meu filho vai fazer 3 anos e sempre tem.

    Prezada Mônica, As infecções de garganta ou faringoamigdalites podem ser causadas por vários virus diferentes e também por bactérias. Entre as bactérias, a mais frequente é o Streptococcus betahemolítico. Não existem vacinas específicas contra os virus causadores dessas infecções, por se tratarem de muitos tipos diferentes e contra Streptococcus betahemolítico também não existe ainda nenhuma vacina disponível. Assim, a prevenção de faringoamigdalites através da vacinação ainda não é possível, devendo ser procuradas outras medidas que possam minimizar os episódios de infecções repetidas.

  • Enviada em 08/07/2005 Enviada por Paulo Caixeta de Araujo de Patrocínio/MG Profissão: Cabeleireira

    As vacinas virais (varicela, febre amarela, hepatite A, MMR, pólio) podem ser feitas no mesmo dia? Se forem feitas em dias diferentes qual o intervalo entre as doses, que deve ser observado?Entre as vacinas virais e as bacterianas ou por toxóide deve ter intervalo?Após transfusão, adoecimento por varicela, uso de corticóide por tempo prolongado , que tempo aguardar para proceder às vacinaçôes? Obrigado.aaaaaaaaaaa

    Prezado Paulo, Sua pergunta é bastante ampla. Tentarei esclarecer os principais aspectos. Em primeiro lugar, o principal ponto de interferência não se refere ao fato de ser vacina viral ou bacteriana, mas vacina viva (de virus vivo atenuado e bactéria atenuada) ou virus morto e bactérias mortas. A interferência entre as vacinas, ou seja, o prejuízo à resposta imune pela aplicação simultânea de vacinas, é atualmente problema restrito a duas situações: interferência entre os três virus da Poliomielite, na vacina oral. Isso exige a repetição das doses da VOP, com o que o problema fica resolvido e a interferência entre a vacina contra Varicela e a Vacina Tríplice Viral, pela qual se recomenda que essas vacinas sejam aplicadas no mesmo dia, com seringas e em locais diferentes, ou com intervalo mínimo de 15 dias. No que se refere à vacina contra a Febre Amarela, recomenda-se que seja aplicada no mesmo dia ou com intervalo de 15 dias da aplicação de outras vacinas vivas, com exceção das vacinas contra Poliomielite e Sarampo. Problema maior é o prejuízo à imunização ativa provocado pela imunização passiva. Em geral, recomenda-se intervalo mínimo de 3 meses entre o uso prévio de imunoglobulinas e administração de vírus vivo e intervalo mínimo de 2 semanas entre vacina de virus vivo e administração posterior de imunoglobulinas. Problema especial de interferência de resposta imune após uso de imunoglobulinas se refere às vacinas contra Sarampo e Rubéola ou Tríplice viral. Recomenda-se que estas sejam adiadas por 6 meses após uso de hemoderivados ou imunoglobulinas humanas. Não se sabe ainda o efeito da aplicação de imunoglobulinas na resposta de anticorpos à vacina contra Varicela. Recomenda-se que seja adiada por 5 meses após aplicação de imunoglobulinas ou de componentes sanguíneos, exceto hemácias lavadas. Também não se deve administrar imunoglobulinas durante os primeiros 14 dias após a aplicação das vacinas contra Sarampo ou Tríplice viral, e no caso da Vacina contra Varicela, 21 dias. A imunização passiva não interfere com a resposta imune às vacinas bacterianas mortas. Também não há problema entre as vacinas bacterianas vivas, como o BCG e o uso de imunoglobulinas, plasma ou sangue. Por outro lado, em algumas situações, a vacinação e a administração de imunoglobulinas humanas específicas podem ser feitas simultâneamente, desde que em locais diferentes, como nos casos de Tétano, Raiva e Hepatite B. Em, relação oa uso de Corticosteróides, , há hoje consenso de que a contra-indicação à utilização de vacinas de bactérias atenuadas ou de vírus vivos atenuados se aplica apenas a pessoas em tratamento com corticóides em doses elevadas, equivalentes a 2mg/Kg/dia de prednisona, por mais de 2 semanas e a pessoas submetidas a outras terapêuticas imunossupressoras, como quimio e radioterapia. Cabe ressaltar, que não constitui contra-indicação a qualquer vacina, o tratamento sistêmico com corticóides: por tempo inferior a 2 semanas, independente da dose; doses baixas ou moderadas, independente do tempo; tratamentos prolongados ou em dias alternados, com corticóides de ação curta; doses de manutenção fisiológica e o uso tópico. Em relação à internação hospitalar ou doenças agudas, cada caso deve ser avaliado. Doenças agudas leves, com febre baixa, doenças virais do trato respiratório superior ou diarréia não diminuem a eficácia das vacinas, nem aumentam seus efeitos adversos. Deve-se adiar a vacinação se a doença intercorrente puder acentuar um evento adverso previsto na vacinação. Por exemplo, crianças sujeitas a convulsão febril, que estejam com febre, e vacina que possa provocar febre. Quanto ao uso de antimicrobianos, estes não interferem na resposta imune e nenhum dos antibióticos ou antivirais é capaz de inativar as vacinas de virus vivos atenuados. Literatura consultada: Red Book, 2000. Manual do CRIE - MS, 2001. Imunizações. Calil K. Farhat, 2000. Abraço, Márcia Borges Machado

  • Enviada em 24/06/2005 Enviada por Luciano Parreira Soares de Uberlândia/MG Profissão: Cabeleireira

    Atendí uma adolescente, com quadro de febre alta por 3 dias.Qdo ficou afebril houve aparecimento de exantema máculo-papular, com algumas áreas de confluência, que duraram 3 dias.Sorologia para dengue negativa. Apesar da idade, pode se exantema súbito? Herpes virus 7? Luciano Parreira Soares parreirasoares@hotmail.com

    Prezado Luciano, O diagnóstico diferencial das doenças exantemáticas é tema de muitas discussões. Isso provavelmente porque o diagnóstico nem sempre é fácil, uma vez que a maioria dos exantemas é de origem viral e a disponibilidade de exames laboratoriais para detecção de virus é limitada. O caso clínico descrito é típico de exantema súbito, exceto no tocante à idade da paciente. Na maioria das vezes, exantema súbito acomete crianças mais jovens, de até 3-4 anos de idade. Porém trabalhos recentes descrevem infecções pelo Herpes virus tipo 6 em outras faixas etárias, inclusive em adultos e com outras apresentações clínicas. Por exemplo, é descrita ocorrência em pacientes imunocomprometidos, como HIV e transplantados e manifestações como síndrome da fadiga crônica, hepatite aguda, mononucleose simile e outras apresentações bem diferentes do clássico exantema súbito. Assim, é possível que esta paciente tenha mesmo aprentado infecção pelo Herpes tipo 6. Por outro lado, muitos outros virus podem causar exantemas “não clássicos”, que se assemelham aos exantemas clássicos. Entre eles, destacam-se os Echovirus e Coxsakievirus, que podem ter sido a causa desse exantema. Felizmente sua paciente evoluiu bem e nós permaneceremos na dúvida, uma vez que não há como confirmar laboratorialmente o diagnóstico. Atenciosamente, Márcia Borges Machado

  • Enviada em 06/06/2005 Enviada por JOSE ESTEVAO ANDRADE AARAO de VESPASIANO/MG Profissão: Cabeleireira

    estou aguardando minha resposta sobre alergia proteina do ovo e vacina contra febre amarela

    pergunta já respondida

  • Enviada em 04/06/2005 Enviada por Karina Bauer Junqueira de Poços de Caldas/MG Profissão: Pediatra

    Crianças que iniciaram o esquema de vacinação usando a penta ou a hexa precisam mantê-las até o final? Há contra-indicação em retornar ao esquema da rede pública, com a tetra?

    Prezada Karina, Existem várias vacinas no mercado, que podem ser administradas conjuntamente. Algumas delas são produzidas em combinação e outras são adicionadas na mesma seringa, havendo compatibilidade. Em todos os casos, o objetivo é reduzir o número de injeções. Não há nenhum benefício adicional, em termos de eficácia, em se utilizar as vacinas penta ou hexa. Também não existe nenhum prejuízo em se fazer o retorno ao calendário vacinal habitual, utilizando as vacinas disponíveis na rede pública. Vale lembrar que o Brasil possui um Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, que é modelo para muitos países , devido a sua seriedade, atingindo altas coberturas vacinais, eliminando e controlando várias doenças imunopreviníveis, entre elas, a Poliomielite e o Sarampo. Assim, você pode tranquilamente retornar para a rede pública, apenas lembrando que existem algumas indicações específicas de vacinação especial, por exemplo, uso de Polio Inativada no lugar de Polio Oral, e de DTP acelular no lugar de DTP de células inteiras. Talvez valesse a pena você discutir com o Pediatra da criança se existe necessidade de algumas destas vacinas especiais, que estão disponíveis na rede pública apenas para casos específicos, o que contraindicaria o retorno para a vacinação com a Tetravalente ( DTP Hib). Abraço, Márcia

  • Enviada em 31/05/2005 Enviada por cristina mascarenhas ribeiro da cruz de baependi/MG Profissão: Pediatra

    Um estudante de medicina com esquema correto de vacinação para hepatite b, realizou sorologia para avaliar sua imunidade . O resultado mostra níveis abaixo do mínimo. Como deve ser revacinado? Deve fazer nova sorologia? Qual exame ideal `a ser realizado e quanto tempo depois da revacinação?

    Prezada Cristina, Desde 1997 a vacinação contra Hepatite B faz parte do calendário do PNI, devendo a criança ser vacinada logo ao nascer. Mas nem sempre foi assim. As pessoas que não foram vacinadas na infância devem ser vacinadas, se fazem parte dos grupos de maior risco de exposição, sendo que profissionais de saúde estão incluídos neste grupo. Após a vacinação, a soroconversão ocorre em cerca de até 60 dias, devendo ser feita a dosagem de anticorpos até 3 meses após a vacinação, com pesquisa de anticorpos anti-HBs. Se a pessoa for vacinada e não fizer a dosagem de anticorpos nesse período, não há indicação de dosagem posterior, a menos que ocorra um acidente com material biológico e seja necessário avaliar uso de imunoglobulina anti HBV. Isto porque os níveis séricos de anticorpos podem decair progressivamente, o que não significa necessariamente que a proteção imunológica tenha sido reduzida. O sistema imunológico pode estar em "repouso"e mediante estímulo antigênico posterior, ser novamente "ativado", levando à necessária e efetiva produção de anticorpos. O objetivo da dosagem de anticorpos após a vacinação é avaliar se ocorreu viragem sorológica ou não. Isto porque parte dos vacinados não desenvolvem imunidade após um esquema de vacinação, sendo que a metade destes podem responder a novo esquema vacinal completo. Mas, mesmo após um segundo esquema vacinal, uma pequena percentagem de pessoas vacinadas não desenvolvem anticorpos, independente de novas e repetidas doses da vacina. Atualmente é indicada uma única repetição do esquema vacinal ( 3 doses) e se nova dosagem sorológica após 3 meses da realização do segundo esquema não mostrar soroconversão, a pessoa será considerada susceptível e assim permanecerá. Concluindo, a dosagem de anti- HBs deve ser feita após 3 meses do término da vacinação. Se já se passaram 3 meses, a dosagem de anticorpos não terá nenhum significado, devendo ser realizada somente se houver um acidente com material biológico, o que desejo sinceramente, nunca venha a ocorrer com você. Abraço, Márcia Borges Machado.

  • Enviada em 30/05/2005 Enviada por JOSE ESTEVAO ANDRADE AARAO de VESPASIANO/MG Profissão: Pediatra

    como proceder com a vacina contra febre amarela emcriança com alergia ao ovo?

    Prezado José Estevão, Em primeiro lugar, peço desculpas pela demora. Estive doente e aos poucos vamos retomando as atividades. Em relação à vacina contra febre amarela, é importante salientar que se trata de uma vacina de virus vivos, atenuados pelas diversas passagens em macacos, embrião de camundongo, embrião de galinha e ovos embrionados, produzida no Instituto Biomanguinhos, FIOCRUZ, que é responsável também por 70% de toda a produção mundial da vacina. De acordo com o PNI, Ministério da Saúde, é considerado evento adverso grave - tipo reação anafilática - a reação que ocorre nos primeiros 30 minutos até 2 horas após administração da vacina. Para a vacina contra febre amarela, é prevista uma incidência de 1/1.000.000 de doses aplicadas, ou seja, uma reação bastante rara e que pode ocorrer em pessoas com alergia às proteínas do ovo. O Ministério da Saúde mantém como contra-indicação a adminstração da vacina em pessoas com história prévia de reação anfilática após ingestão de ovo, que habitualmente ocorre após a primeira exposição ao alérgeno, constituída de uma ou mais das seguintres manifestações: urticária extensa, sibilos, laringoespasmo, edema de lábios, hipotensão ou choque. Assim, considerando a gravidade da doença e o risco de exposição, de acordo com a área de habitação, seria recomendável se apurar exatamente qual o tipo de "alergia" que a criança apresenta. Se se tratar de reação leve, sem maior repercussão, é recomendada a administração da vacina. Se for realmente reação anafilática, então a criança não deverá ser vacinada, permanecendo assim, susceptível. Saliento a importância de se definir o grau da alergia, uma vez que a contraindicação é apenas para reação anafilática grave, pois a criança ficará desprotegida frente a uma doença potencialmente fatal. Neste caso, o risco/benefício deve ser muito bem avaliado. Atenciosamente, Márcia Borges Machado.

  • Enviada em 17/05/2005 Enviada por Desconhecido Profissão: Pediatra

    PARA UMA AVALIAÇÃO COMPLETA DE DEFICIÊNCIA IMUNOLÓGICA PRIMÁRIA COM HISTÓRIA DE ENVOLVIMENTO DE ALGUNS MEMBROS DE UMA FAMÍLIA , PARA QUAL SERVIÇO EM BH DEVERIA ENCAMINHA-LOS ? RESUMO: HISTÓRIA DE ÓBITOS POR SEPSE EM 2 ADULTOS E 1 ADOLESCENTE DE 16 ANOS E HISTÓRIA DE INFECÇÕES DE REPETIÇÃO EM FILHOS DE 1 ANO, 4 ANOS E 16 ANOS ! EXAMES DOS TRÊS FILHOS : SEM SINDROMES GENÉTICO-CROMOSSÕMICAS, AUSENCIA DE ALTERAÇÕES EM HEMOGRAMA , IIMUNOGLOBULINAS OK, RX TÓRAX OK , TESTE TUBERCULÍNICO NÃO REATOR NOS TRÊS INDIVÍDUOS ! PRESENÇA DE AMÍGDALAS E TIMO EM TAMNHOS NORMAIS ! AVALIAÇÕES FUNCIONAIS DOS LINFÓCITOS, DOS ANTICORPOS, COMPLEMENTO, OUTROS TESTES CUTÂNEOS A SEREM FEITOS ! GRATO !

    Prezado Aroldo, A avaliação de deficiências imunológicas podem ser feitas, em Belo Horizonte, no CTR - Centro de Treinamento e Referência em Doenças Infecciosas, que funciona no Ambulatório Orestes Diniz, situado à Alameda Alvaro Celso, 190. tel 31 3248.9547. Este Ambulatório faz parte do Hospital das Clínicas da UFMG. As consultas podem ser agendadas diretamente no CTR, mediante encaminhamento médico.

  • Enviada em 08/05/2005 Enviada por Paulo Caixeta de Araujo de Patrocínio/MG Profissão: Pediatra

    Parece controverso o uso da 2ª. dose de BCG (10 anos). Devo indicá-la?

    Prezado Paulo, A indicação da segunda dose de BCG é assunto que continua sendo debatido, sem que se tenha chegado a uma conclusão definitiva, até o momento. A SBP, em seu calendário vacinal de 2003, recomenda que " A administração de segunda dose da vacina de BCG deve obedecer a política regional de saúde, estadual ou municipal". O Calendário de 2005, a ser divulgado em breve, provavelmente deverá manter esta mesma recomendação. A recomendação do PNI é que a segunda dose seja administrada de 6 a 10 anos, sendo ressalvado em nota no calendário do PNI : " Em alguns estados, esta dose não foi implantada. Aguardando conclusão de estudos referentes a efetividade da dose de reforço." Sabemos que estão sendo conduzidos estudos sobre a eficácia da segunda dose de BCG. Estes estudos demandam períodos relativamente longos de observação e acompanhamento, motivo pelo qual ainda não foram concluídos. Assim, a recomendação do Ministério da Saúde, bem como da SBP é que sejam seguidas as orientações dos respectivos estados, até que os estudos sejam concluídos. Como você é de Minas, a recomendação da Secretaria de Saúde de Minas e da SMP é que a segunda dose seja feita aos 10 anos, até que existam novas informações sobre o assunto. Atenciosamente, Márcia Borges Machado

  • Enviada em 22/03/2005 Enviada por Paulo Guilherme de Barros Maia de São Gonçalo Sapucai/MG Profissão: Pediatra

    Temos a recomendação de usar a vacina triviral, com 1 ano e entre 4 a 6 anos. Em criança que recebeu a segunda dose, em campanha de multivacinação, aos 3 anos, devo considerá-la com esquema já completo para a vacina citada?

    Prezado Paulo, a vacina triviral, por ser vacina de virus vivos, necessita de apenas 1 dose para promover imunidade, na grande maioria dos pacientes. A recomendação de se utilizar duas doses, se deve ao fato de cerca de 5% dos vacinados não apresentarem viragem sorológica com uma única dose. O objetivo da segunda dose, portanto, é atingir aqueles que não se imunizaram com a dose inicial. Assim, a recomendação é que sejam feitas duas doses, com intervalo mínimo de um mês. Se seu paciente recebeu duas doses, sendo uma com um ano de idade e outra na campanha, mesmo que tenha sido antes de 4 anos de idade, ele deve ser considerado como tendo cumprido o calendário vacinal para a vacina triviral e não será necessário repetir a dose da vacina, quando atingir 4 anos de idade. Abraço, Márcia Borges Machado.

  • Enviada em 12/02/2005 Enviada por Waldete Alves Noronha de Poço Fundo/MG Profissão: Cirurgiã-dentista

    MINHA FILHA DE 08 ANOS APRESENTOU-SE EM JULHO DE 2004 COM ALGUNS

    Prezada Waldete, Pelo seu relato, sua filha apresentou uma quadro típico de toxoplasmose adquirida, que foi diagnosticada na fase aguda. A evolução está dentro do habitual, uma vez que não houve acometimento grave do estado geral, já ocorreu regressão parcial dos gânglios e a dosagem de IGM já está negativa. Trata-se de uma infecção de resolução lenta, podendo haver persistência de gânglios palpáveis por vários meses, sem que isso signifique complicação ou infecção crônica e não há indicação de tratamento medicamentoso. Quanto à dosagem ainda positiva de IgG, esta permanecerá positiva por muitos anos, sendo que os títulos podem abaixar muito lentamente, o que também é esperado e não constitui motivo de preocupação. As alterações no leugograma também podem ser consideradas toleráveis. A toxoplasmose adquirida só apresenta indicação de tratamento em pacientes imunocomprometidos, o que parece não ser o caso de sua filha, ou se houver comprometimento ocular. Por isso, diante do diagnóstico de toxoplasmose, é recomendável que seja feito acompanhamento com um Oftalmologista, a longo prazo. Deve ser realizado exame de fundo de olho (Fundoscopia) periodicamente, pelo menos uma vez ao ano, pois uma complicação rara, mas que pode ocorrer em qualquer época da vida, até mesmo anos após a infecção primária, é a Coriorretinite. Se esta porventura ocorrer, aí sim, haverá indicação de tratamento específico.