Grupos e entidades se reúnem com a SMP para discutir a volta às aulas

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Reunião em 22 de dezembro uniu vários grupos em prol da educação


Depois de divulgar o Posicionamento sobre o retorno às aulas presenciais, a Sociedade Mineira de Pediatria iniciou uma série de encontros para discutir a nota técnica, com objetivo de reforçar a posição da instituição e ouvir os vários atores envolvidos na questão. Foram três reuniões seguidas com o Grupo Pró-Educação, o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG) e com uma representante da Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Em 22 de dezembro, a SMP reuniu todos esses grupos para uma conversa conjunta.

 

Nos encontros, a presidente da SMP, Marisa Lages Ribeiro, defendeu a definição de uma data pelos órgãos competentes para a volta das atividades escolares. Essa definição, de acordo com Marisa, é para que as escolas e todas as pessoas envolvidas no processo escolar possam se preparar para o retorno, com definições de protocolos específicos para cada realidade, afastamento dos grupos de risco e comunicação aos pais e responsáveis. A Sociedade Mineira de Pediatria também se predispôs a resumir o posicionamento com os pontos mais objetivos para ser de melhor compreensão de todos.

 

O documento redigido pela SMP aponta que crianças e adolescentes, em sua grande maioria, principalmente os menores de 10 anos, não têm adoecido com maior gravidade ou sido fonte importante de disseminação do Coronavírus para outras pessoas. Por outro lado, há inúmeros outros prejuízos em função do não retorno às aulas. O papel da escola e os benéficos para a saúde integral e futuro das crianças e adolescentes é inquestionável, sendo essencial e insubstituível. A SMP entende ser fundamental a implementação de medidas que permitam o retorno seguro.

 

A presidente da SMP reafirma a instituição deseja e lutará pelo retorno às aulas no período mais breve possível, respeitando-se as condições particulares dos grupos de risco, adequação dos programas escolares e envolvimento das famílias, tendo como pano de fundo o contexto epidemiológico do momento. “Que possamos intensificar agora as medidas necessárias para conter a disseminação do SARS Cov, de modo que em breve possamos ter a volta segura às aulas das crianças e adolescentes”, finaliza.